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Alemanha, Áustria e França: Montanhas, Rios e Florestas! Vamos?

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IMG_0274Escrever sobre essa viagem está sendo quase tão difícil como foi planejá-la! É, foi meio complicado porque era tanta coisa! Mas, no final das contas foi uma das melhores viagens que fiz! Estarei me repetindo? Talvez. Nesse momento é assim que sinto. E já ando com saudades…

Paisagens magníficas, cidades de sonho! Continuo sonhando, parece…

Bom, vamos lá! Por enquanto vou dar uma resumida nessa viagem, porque tem coisa demais pra contar!

Contratempos (ou Viagem-Maratona?)

Tivemos alguns contratempos (ou “pedras no caminho”) mas nada que deixasse a gente desanimado para curtir a maravilhosa viagem. Entretanto, é bom dizer que o primeiro problema foi ocasionado pela TAP que atrasou umas quatro horas. Isso nos fez perder a primeira conexão para Zurique, o trem para Freiburg e o primeiro dia de hotel, já pagos.  E ficamos bastante cansados, claro. Mas, fomos em frente e… Depois, nos perdemos um pouco de bike, um pouco de carro e até na Oktoberfest (risos).

Algumas lições: 1) Deixe sempre um dia de folga para se acaso houver atrasos da companhia aérea. Pensando bem, acho melhor nem pensar em pegar trem pra nenhum lugar no primeiro dia de chegada na Europa. By the way, não estrague sua viagem por essas coisas. Tente relaxar (depois acione a companhia que deixou você “na mão”);  2) Se alugar um carro, cheque o GPS antes de sair da locadora. 3) Para os demais casos não tem como prevenir, daí rir é sempre o melhor remédio!

1- Os primeiros dias

Passamos os dois primeiros dias em Freiburg. Reservamos dois dias e meio pra ficar por lá, mas com o atraso do voo, curtimos um dia e meio, já que parte do dia que chegamos fomos dormir um pouco, de tão cansados. Imagine a maratona: iríamos pegar um trem direto de Zurique até Freiburg.Devido a hora em que chegamos tivemos que pegar quatro trens e ainda esperar horas e horas em uma das estações. Mortos de sono!

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2- De Bike

A primeira parte da viagem foi planejada para irmos em junho. Uma viagem de bike pela região de Breisgau na Alemanha e pela Alsácia na França. Com as passagens super caras na época, desistimos e fomos pro Uruguai. Mas, não parava de pensar em  fazer logo essa viagem, e teria que ser no máximo no fim do verão ou início do outono. Por que?

Porque ficava imaginado aquelas lindas paisagens, as uvas, o vinho (risos!), a Floresta Negra, o Rio Reno… Porque sabia que viajar de bike no inverno ou no verão era coisa de louco, e não queria esperar pela próxima primavera, então… Restava o outono. Decidimos ir.  Setembro ou Outubro? Oportunidade “oferecida” por uma promoção, a decisão foi fim de setembro/começo de outubro.

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3- De carro

E depois da pedalada? Que iriamos fazer? Pensei em ir ao Lago Constança, como havia planejado em junho, mas outubro já não daria tão certo. Não pra ficar muito tempo ao redor do Lago, não para fazer caminhadas e subidas de montanhas. Já estaria um pouco frio, talvez…

Olhando o mapa, pensei: Vamos “adentrar” pela Suíça ou vamos curtir as paisagens da fronteira Alemanha-Áustria? Cara ou Coroa? Não, não foi assim. Pensei muito e muito. Conversei, pesquisei, “quebrei a cabeça” e cheguei (junto com “my husband”) a uma conclusão: Opção nº 2, incluindo um pouco do Lago Constança. By car, of course.

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4- A Viagem de Bicicleta 

Então, viajamos. A parte de bicicleta foi feita através da Tripsite. Pegamos as bicicletas no primeiro hotel, em Freiburg, onde a viagem by bike iria começar. Não era em grupo, foi um “passeio” autônomo, só eu e meu marido. A empresa nos deixou mapas, e hotéis reservados em cada cidade de dormida. Todos os hotéis foram muito bons, uns mais e outros menos, mas deu tudo certo. Nossas malas foram transportadas também pela empresa e levávamos conosco apenas água, casaco de chuva/corta vento, alguma roupa básica a mais… Vou contar tudo em detalhes em outros posts.

Passamos por diversas cidades lindinhas, por milharais, vinhedos, campos com plantações de abóboras (sim, isso mesmo; e diversos tipos) e de maçãs… Macieiras também nas estradas. E noventa por cento viajamos por rotas apropriadas para bicicletas. Pistas de bike (ciclovias)! Algumas vezes beirando o Reno ou outros rios. Outras vezes por florestas, por vinhedos, por estradinhas ou por dentro de cidades pequenas e até de grandes.

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Rio Reno

Nos perdemos algumas vezes (não parecia engraçado na hora, hehehe), mas sempre “nos achamos”, quase que rapidamente. O segundo contratempo da viagem (risos). Motivos? Talvez porque os mapas eram muito pequenos, talvez porque as explicações nos deixavam em dúvidas (alguma vezes por ter poucos detalhes e em outras vezes por ter demasiados –sic-, ou devido à tradução do alemão pro inglês que em certas ocasiões trocou (?) o lado direito pelo esquerdo, por exemplo; sei lá!). Assim, entre muitas belezas e alguns pequenos desgastes, completamos nosso tour em sete dias, dentro do previsto.

4.1) As cidades

O percurso de bicicleta

O percurso de bicicleta

Pelo lado Alemão percorremos parte da região de Breisgau (sudoeste da Alemanha), tendo como pontos de dormida as cidades de: Freiburg, Endingen e Rust. Fomos até Kehl onde atravessamos o rio Reno e chegamos na França.

Pelo lado Francês (região da Alsácia) dormimos em Strasburg, Obernai, St. Hippolyte e Colmar. Vale ressaltar as paradas que demos em outras cidades, como Ribeauvillé e Eguishelm. Todas lindas!

Conto em outros posts os detalhes de cada dia maravilhoso dessa viagem! O primeiro dia da pedalada você pode ler aqui!

5- A Viagem de Carro

A ideia da viagem de carro era curtir a paisagem das estradas fronteiriças entre a Áustria e Alemanha. Montanhas… E. claro, algumas das cidades que ficavam nesse roteiro. Começando pelas estradas alemães em direção ao Lago Constança, continuar pela Suíça beirando o Lago, chegar na Áustria e de novo na Alemanha…

Mainau, Bregenz, Füssen, Garmich Partenkirchen, Innsbruck, Hallstatt, Salzburg e Munique!

Como Começou…

Na primeira etapa, de bike, voltamos para nossa cidade de “começo”: Freiburg, na Alemanha. Depois de um dia exaustivo de pedalada longa, mas como sempre prazerosa, cruzando paisagens belas e cidadezinhas charmosas, apenas fomos jantar e dormir. No dia seguinte, depois do delicioso café-da-manhã do hotel (depois conto sobre essa maravilha), fomos em busca de nosso carro. Um cabriolet (ôps!).

Perdemos um tempinho (ou um tempão) por uma questão estranha. Solicitamos à locadora para deixar o carro no nosso hotel e disseram que sim. Ocorre que na hora H ligaram para perguntar outras coisas e … A  probabilidade da moça que ligou ser novata era grande, muito confusa, e resolvemos desistir dessa entrega confortável. Fomos nós mesmos lá. Tudo resolvido, mas já havíamos perdido quase duas horas, e numa viagem dessa, esse tempo é mais do que precioso.   Esse foi o terceiro contratempo (olhem aqui um post só de contratempos, hehehe).

Bom, “pela estrada afora” fomos bem contentes. Chegamos ao nosso primeiro destino em pouco mais de uma hora: A Ilha de Mainau, no Lago Constança, do lado alemão. Linda, linda , linda! Ficamos algumas horas perambulando por lá, vendo as flores, as borboletas, o lago… Valeu cada minuto!

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Ilha de Mainau

Depois rumamos para nosso destino final do dia: Bregenz, na Áustria, ainda à beira do Lago. Como não checamos o GPS na hora da entrega , o mesmo só funcionou no segundo dia. Tínhamos mapas fotografados no Iphone e fomos seguindo, mas…

Como todo cuidado é pouco,  entramos na auto-estrada indevidamente. Perdidos! Outro contratempo! Mas, nos achamos” e sem muita perda de tempo! Avistamos uma saída para St Gallen e sabendo que St Gallen ficava por perto do Lago (além disso já era uma nossa “velha” conhecida, pois já havíamos passado um fim de ano por lá…), pegamos essa “saída” e conseguimos ficar outra vez dentro da nossa rota planejada!

Chegamos em Bregenz, um pouco atrasados. Demos um passeio pela beira do lago e jantamos com um amigo nosso suíço (que mora em St Gallen, que foi nos encontrar lá,  e que conhecemos em 2009 da primeira vez que fizemos o Caminho de Santiago).

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Bregenz

No dia seguinte visitamos as cidadezinhas charmosas de Füssen e Garmich Partenkirchen. “De quebra” fomos até o topo onde está o Castelo de  Neuschwanstein (que inspirou o castelo da Cinderela de Disney ).

Chegamos um tanto “muertos” em Innsbruck, a qual só pudemos aproveitar no outro dia depois de uma boa noite de sono.

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Castelo de Neuschwanstein

A maratona de bike foi substituída por outra de carro. Mas, a ideia era curtir as paisagens das estradas, n’era? Então. Pensava que era brincadeira? Só rindo! Mas, nenhum arrependimento! Tudo lindo demais. Nada que um bom banho, uma boa comida e uma boa cama não resolvessem. E, pra curtir essas paisagens de “contos de fadas”, tudo vale a pena!

Hallstatt foi a terceira cidade “de dormida” da etapa by car. Mais linda, impossível. De sonhos! De “brinquedo”!

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Hallstatt

Depois, Salzburg, a cidade de Mozart. Outra beleza! Já havia ido antes por lá, como também em Innsbruck. As novidades foram as pequenas cidades. E voltar nessas cidades lindas sempre é um prazer!

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Salzburg,

Por último, fomos pra onde? Pra Oktoberfest. Isso mesmo. Em Munique, mas não fomos pra Munique não (risos). Fomos pra Oktoberfest.

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Oktoberfest

Bom, vou contar cada dia depois. Tem muita história e vamos precisar de tempo e espaço pra contar tudo! Aguardem!

 

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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