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Arles: Bate&Volta desde Aix-en-Provence

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Depois de Marseille, Arles foi nosso 2º bate&volta desde Aix (lembrando que estávamos quase morando em Aix-e-Provence – ôpa). De bus outra vez. De Aix até lá, são apenas 70 e poucos quilômetros.

Arles, mais uma das cidadezinhas da Provence, o portão de entrada para a região de Camargue, é banhada pelo rio de Rhône. É famosa por inspirar as pinturas de Van Gogh e por ter muitos monumentos romanos.

1) O que fazer por lá:

1.1) Vistar Monumentos Romanos

Arles tem muitos vestígios romanos, algumas ruínas bem preservadas e ainda utilizadas, como: o Amphithéâtre (ou Les Arènes)a principal atração e que é uma arena-anfiteatro (podemos dizer que é um mini-coliseu, usada antigamente por gladiadores romanos e hoje utilizada para touradas e outros eventos da comunidade). Tem também o Théâtre Antique, um teatro romano (a céu aberto), as ruínas de banhos romanos (Thermes de Constantin) e os Cryptoportiques (galerias subterrâneas, ou espécies de túneis – fundações – que sustentavam parte do fórum da cidade antiga), entre outros monumentos.

A Arena-Anfiteatro (interior)

A Arena-Anfiteatro (exterior)

Fomos em todos os monumentos citados acima, exceto nos Cryptoportiques (chegou uma hora em que cansamos e preferimos sentar e tomar um café, e depois dar uma flanada pelas ruazinhas). Os três que fomos (Anfiteatro, Teatro Romano e as Termas) são pequenos e dá para curtir bastante em pouco tempo. E, entre um e outro se tem tempo para curtir a cidadezinha caminhado (coisa que amo).

Dica: Compramos um passe livre – Pass Monuments  Liberté  que dá direito a ir em quase todos os monumentos e museus (9 euros). Para ir à todos os monumentos compre o Pass Monuments Avantage (12 euros.)*.

*Acesso aos museus (Musée Réattu, Musée départemental Arles Antique, Musée de la Camargue) e acesso aos monuments (Amphithéâtre, Théâtre antique, Thermes de Constantin, Cryptoportiques, Alyscamps, Cloître Saint Trophime). Ver “passes” aqui.

Você pode comprar esse passe na Office de Tourisme (que fica no Boulevard des Lices – Esplanade Charles de Gaulle, pertinho onde o ônibus pára, logo na entrada da cidade, antes da parte amuralhada) ou em qualquer bilheteria de um dos monumentos que você for visitar. Todos os monumentos dentro da parte amuralhada estão sinalizados. Siga o fluxo!

1.2) Ver Obras de Van Gogh

Na Fundação Van Gogh tem algumas obras do artista. Fomos lá também! Custa cerca de 9 euros a entrada (não está inclusa no passe livre). Além da exposição permanente, há sempre outras exposições itinerantes.

2) Como foi nosso roteiro e quais nossas impressões:

2.1) Ao chegar em Arles nos dirigimos à Oficina de Turismo, pegamos um mapa e algumas informações.

2.2) Depois nos dirigimos para o centro histórico (parte amuralhada) e fomos diretamente ao Anfiteatro (Arena). Para quem conhece o Coliseu de Roma achará o Anfiteatro de Arles pequeno demais, mas é bem interessante. Foi lá que compramos o “pass liberté” que dá direito a entrar em vários outros monumentos e museus. Subimos algumas das escadarias, observamos a arena, as ruínas… Estava havendo uma aula de “gladiadores” para crianças.

Anfieteatro-Arena

2.3) Caminhando pela cidadezinha, já passamos em frente ao Teatro Romano e entramos um pouco por lá. Como eu já conhecia muitos dos teatros similares na Grécia, e estava morta de fome, fiquei pouco tempo e fui fazer um lanche num café ao lado do Teatro (de lá observava o monumento e o movimento). Meu marido e amigos ficaram ainda um tempinho por lá, apreciando… Depois nos encontramos no café.

Teatro Romano

2.4) Fomos apreciar o rio Rhône que estava pelo caminho das Termas de Constantin. Entramos rapidamente no Museu Réattu que fica nos cais do rio Rhône e de lá vimos o rio. Saímos e descemos passeando um pouco pelo Quais. Curtimos um pouco a vista…

O rio Rhône…

Museu Reattu por fora. Caminhamos por aí, a beira do rio Rhône (Pelos “Quais”). Foto wikipedia

2.5) Continuando a caminhada fomos até as Termas de Constantin. A visita às Termas não foi bem como eu esperava. Estava tudo meio sujo, parecia sem manutenção, tudo vazio (eu esperava encontrar água -juro- parte de minha “fantasia”, rsrss). Depois disso desistimos de ir nos túneis (Cryptoportiques).

Termas de Constantino (por fora). Foto wikipedia

2.6) Resolvemos ir na Fundação Van Gogh, ver os quadros do pintor que lá estavam e aproveitamos e demos uma apreciada em outros como alguns (pouquíssimos) de Picasso.

Van Gogh

Picasso

2.7) Caminhamos mais um pouco pelo centro histórico. Tomamos um café e voltamos para Aix.

Ruas e casinhas charmosas em Arles

3- Conclusões

Bom, nossa ida a Arles se resumiu a essas visitas relatadas e, no geral, foi legal. Um dia é um tempo razoável para conhecer o principal de Arles (uns três monumentos, pois são pequenos, e um museu) e dar uma “flanada” pelas ruelas.

Porém, se você pretende ver mais museus, monumentos e curtir mais a cidade, sugiro pelo menos dois dias. Outra sugestão, se você tiver mais um tempinho, é  fazer  o “Roteiro de Van Gogh” (Um passeio pelos caminhos locais, onde Van Gogh pintou suas principais obras). Na Oficina de Turismo, você pode se informar melhor (“Circuito Van Gogh”  é um passeio a pé guiado que leva você aos lugares que inspiraram muitas das pinturas do mestre). Tem visitas guiadas em inglês e francês, a partir de 3 euros. Aqui você pode ver esse circuito e outros passeios.

Mas, li em alguns sites/blogs que não vale muito a pena esse Circuito Van Gogh, pois muitos dos locais já não existem mais ou estão totalmente reformados/diferentes ou decadentes. De toda forma, vi também elogios. Enfim, talvez valha a pena mesmo dar uma caminhada pela cidade, como fizemos, e além disso passar em alguns desses locais do roteiro.

Obs. No próximo post, mais dessa viagem pela Provence: L’Isle-sur-la-Sorgue, Fontaine de Vaucluse e Lourmarin.
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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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