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Mônaco, Éze, Cannes, Antibes e St. Paul de Vence: Arredores de Nice

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Nice foi nossa segunda base da viagem (após 8 dias em Paris). Em Nice foram 4 dias apenas, mas vale à pena ficar mais. Afinal foram dias ótimos! E Nice é super charmosinha! De lá, fizemos alguns “bate&volta”.

Posso já adiantar que com um pouco mais tempo em Nice, ainda dá para ir à mais outros lugares da Côte D’Azur. Ainda mais enfrentamos alguns dias de greve de trem por lá. Coisas que não se podem prever! E, apesar de trem ser ótimo, o bom mesmo é alugar um carro! Mas… Vamos viajar na leitura? 

Como falamos no post anterior sobre essa viagem, de Nice fomos para  Mônaco e Èze em um dia (de trem), direção Itália; e em outro dia fomos para Cannes, Antibes e Saint-Paul-de-Vence (em um tour privê) para o outro lado.

Sim, estávamos na Côte d’Azur, Riviera Francesa, que por acaso também faz parte da Provence. Tínhamos ideia de ir a outros lugares mas não havia tempo (um deles que deixamos de ir por causa de uma greve de trens foi Villefranche-sur-Mér e outro foi St. Tropez) .

Mapa da região da  Provence: Vejam aí a Côte D’Azur à direita na parte inferior do mapa – entre a região de Alpes Maritimes e Var – (fonte)

Então fizemos nossas escolhas e fomos curtir. Se você perguntar o porquê de não termos ido a St. Tropez, só posso responder que teve três motivos: 1) eu já conhecia de tempos idos; 2) ficava um tanto longe de Nice (comparando com as outras cidades que fomos), e talvez fosse melhor ir quando estivéssemos em Aix (o que terminou não acontecendo pois em Aix  e seus arredores existem muitosssss lugares para se ir;  3) não é um lugar para ficar poucas horas.

Relembrando que essa viagem (comecei descrevendo aqui em outro post) tinha como objetivo principal conhecermos a Provence. A região da Provence não é pequena e é muito variada: Tem mar, montanhas, planícies, ruínas romanas, vinhedos, lavandas, etc., e portanto tivemos que escolher algumas sub-regiões para conhecermos melhor.

Tínhamos 34 dias para passar por Paris e “morar” na Provence. Ocorre que a Côte d’Azur também faz parte da Provence. Pensamos melhor e resolvemos que além de Aix, deveríamos antes fazer uma base em Nice (contei aqui). Assim não iriamos perder muito tempo vindo de Aix etc. e tal…

Então, de Nice fomos à:

Dia 1: Mônaco e Eze

Nesse dia, nosso transporte foi trem!

1.1- Mônaco

Bom, Mônaco eu já conhecia de outros tempos. Não via muita graça em voltar por lá, mas era quase uma passagem obrigatória, então fomos (e não quero ir mais, desculpem aí quem ama; mas, para meu gosto, basta uma vez e ponto). São paisagens lindas e tal, mas existem outras paisagens lindas com outros tipos de charme e coisas legais para se fazer em outros lugares.

Mônaco

Não digo que não vá conhecer. Vá! Mas, a menos que queira assistir uma Fórmula 1, ou tenha muita grana, não precisa de muito tempo por lá; É minha opinião, mas gosto não se discute, enfim…

Fomos de trem desde Nice e, para não perder tempo em Mônaco pegamos um daqueles ônibus de tour que vai parando nos lugares turísticos.

Paramos no Palácio, demos uma olhada, fomos nos mirantes ver a beleza natural da baía acrescida com seus iates de luxo, andamos um pouco pelas ruelas estreitas (legais) que ficam em frente ao castelo, tomamos um sorvete (eu com essa mania!) e nos demos por satisfeitos.

Um parênteses: Não, não entramos no Palácio. Morei um tempo na Espanha e entrei em todos os palácios e museus possíveis da Europa em todas as férias… Assim, nas últimas viagens tenho me dedicado apenas a “flanar” pelas cidades (é o meu prazer atual), a não ser que esteja havendo uma nova exposição, um concerto, um show legal, etc e tal! 

Voltamos ao ônibus-tour e nem descemos mais em nenhum lugar, apenas curtimos as paisagens de cima do ônibus mesmo. Preferimos nos aventurar por outras paragens.

De um dos mirantes próximo ao Palácio de Mônaco

Ah, era véspera do Grande Prêmio da Fórmula 1, e estava tudo muito tumultuado com os últimos preparos para tal corrida. Afora passar em algumas curvas do circuito, coisa que já tinha feito em outra vez que fui por lá, nada demais.

1.2- Eze

De volta a estação de trem rumamos à Eze. E aí cometemos a primeira gafe (mas que valeu!). Descemos na estação de trem em Eze Plage, e caminhamos em direção à praia. Ficamos por lá um tempinho, admirando o mar, tirando fotos, batendo papo e…. Cadê a cidade? “Conversa vai e conversa vem” (isso foi falta de planejamento hem!) descobrimos que a cidade mesmo ficava lá no altooooo ( e tínhamos que pegar um ônibus até lá).

Então se prepare: Se for de carro, saiba que tem que subir (muito), e se for de trem, esse só vai até Eze Plage (ou seja até a praia, e depois lembrem que tem mais um bus).

Nós, lá embaixo na praia de Eze

Beleza, e enquanto esperávamos o tal ônibus descobrimos um barzinho legal em frente à parada e fomos nos reabastecer e desasbastecer de líquidos (risos). Enfim, chegou o tal ônibus e lá fomos nós, morro acima, estrada-ladeira, um tanto sinuosa (tinha partes que só passava um carro) mas com paisagens belas, belas!

E garanto uma coisa: a cidadezinha é uma beleza! Minha cabeça anda meio doida e até esqueci que em finais dos anos 80 já tinha passado por lá! Seguramente é uma cidade que indico. Ruazinhas estreitas, ladeirinhas, vista maravilhosa, cheia de pequenas galerias de artes, toda charmosa!

E fomos num restô charmosinho, com ótima vista (escolha ficar na parte de cima do restô) e ótima comida (e se gosta de massa, peça uma massa à carbonara, que vem com o ovo em cima e é deliciosa).

Eze é para ficar um dia inteiro curtindo. Mas, se tiver poucas horas, vá mesmo assim! Super vale a pena! Minha dica é você ficar “zanzando” pela vila, descendo e subindo ladeiras, parando aqui e acolá, entrando em lugarezinhos bacanas e de seu gosto!

Vista do Restaurante Le Nid D’Aigle

Em resumo: Èze é uma cidadezinha maravilhosa. Suas praias e principalmente seu centro histórico, seus becos, paisagens, vistas, subidas… Desde Nice você pode ir de trem. Lá você “pega” mais um ônibus para subir ao topo onde está o centro da vila. Se for de carro, se prepare para as curvas na subida. A vista é muito linda!

Ah, um detalhe: na volta, já na estação de trem, ficamos em dúvida pra que lado ir (ôps). Meu marido deu uma de doido e soltou a seguinte frase que eu mesma nunca tinha ouvido “Jesus, Maria, Caetano”, o que rendeu boas risadas inclusive de um outro casal brasileiro que estava na estação e que descobrimos que era do Brasil pelas gostosas gargalhadas!

Dia 2: Cannes, Antibes e Saint-Paul-de-Vence

Esse na verdade era nosso terceiro dia em Nice, onde ficamos quatro noites e mais um dia inteiro. No terceiro e último dia quase desistíamos de sair de Nice. Outra greve de trem, meu marido (que era o único a ter “coragem” de dirigir nas estradas) ainda estava em recuperação de uma clavícula “quebrada” e ficamos pensando o que fazer.

Até que tive uma idéia e fui olhar os panfletos que tinham no hotel. Encontrei um tour de van que ia para os três lugares referidos. Ligamos e deu super certo: Vieram nos buscar na hora! Assim, zarpamos!

Obs. uma dica quando tiver em dúvidas é procurar tours nos panfletos do hotel ou nas oficinas de turismo das prefeituras; na França essas oficinas são muito organizadas.

2.1- Cannes

Cannes foi a primeira cidade em que paramos (na verdade é a última em termos de distância desde Nice, das três que fomos nesse dia). Fomos pela auto-route e voltamos pelo litoral.

Já tinha ido também por lá, há tempos atrás…

Cannes é aquela coisa. Uma cidade meio grande, com um litoral meio sem graça (para nós brasileiros, pelo menos) e com um glamour aparente que não vejo (mais) valer muito a pena (eu particularmente) . Talvez nos dias de festival do cinema… Aliás, o festival tinha acabado dias antes.

Em frente ao Palais do Festival de cine (Palais des Festivals et des Congrès)

Beira-mar com muitas lojas de grifes, praias na maioria particulares (acesso para quem está nos hotéis), meio “sem graça”, tipo praias “normais”,  e … É, isso aí! Não me impressionou e nem me impressiona (muito). Os prédios à beira mar são bem mais “chiques” que os de Nice. Mas, prefiro Nice, pois tem mais “alma”.

Esculturas legais em frente à um hotel da orla de Cannes

Demos um rolé pela beira-mar. Ponto. Valeu a visita.

2.2- Antibes

Começamos a voltar desde Cannes pela estrada litorânea. Aí tudo já mudou. Paisagens legais demais! As praias nesse “pedaço” são bem lindinhas! E Antibes é lindinha também. Gostei. Não passamos muito tempo, pois esses tours são rapidinhos. Melhor ir de carro, mas como já falei não deu…

Centrinho de Antibes

Passeio pelo calçadão a beira mar de Antibes

Praia em Antibes (foto by minha amiga e companheira dessa viagem @zenaideaaraújo)

O Porto de Antibes ((foto by @zenaideaaraújo)

Paramos, e passeamos um pouco a pé pela beira-mar, pelo porto (que é bem bonito), e um pouco pelas suas ruelas estreitas e charmosinhas. Tomamos um café numa praça e tchau!

A dica é essa: Passear muito em Antibes pelo seu centrinho histórico, pitoresco como na maioria das vilas francesas e pela beira-mar incluindo o belo porto. Tem mais tempo? Curta a praia também! E tem um museu de Picasso bacana por lá! É uma cidadezinha para se curtir relaxadamente.

2.3- St. Paul de Vence

A melhor das três desse dia. Sem dúvida. Aliás a melhor de todas essas ao redor de Nice que fomos (não, peraí, Eze também é super)! Em St. Paul, “perca” horas. Fique um dia inteiro se puder. É bem pequena a cidadezinha, mas é daquelas que você ama.

Escultura na entrada da parte amarulhada da cidadezinha

O melhor da cidadezinha fica dentro das muralhas. Tem sempre exposições de arte na rua. São muitas obras de arte, a cada esquina, a cada ruazinha… Linda demais a cidadezinha, seus becos, suas galerias de artes, tudo enfim! São inúmeras esculturas que fazem de St. Paul uma exposição a céu a aberto*.

*Para ler um pouco mais sobre a arte em St. Pau indico esse site. Clique aqui para ver.

 

Depois voltamos à Nice. E em seguida fomos “morar” uns dias em Aix. Conto já.

 

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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