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New Orleans: Alegria, Alegria! (3)

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thumb_IMG_7019_1024Vamos falar sobre nosso terceiro dia em New Orleans. Esse foi o dia de visitar as “Plantations Houses” (antigos casarões e fazendas) e também de passear pelos pântanos. E, ainda nesse dia conseguimos assistir a um show de jazz no famoso e tradicional Preservation Hall

Sobre os dias anteriores você pode ler clicando aqui (segundo dia) e aqui (primeiro dia).  Em resumo nesses dois primeiros dias andamos bastante pelas ruas do French Quarter (o mais famosos bairro da cidade), fomos na Catedral, ouvimos muita música pelas ruas, comemos beignets no Café du Monde, nos deliciamos com ostras, jambalaya e outras comidas típicas em alguns restôs legais e nos divertimos na Bourbon Street, entre muitas coisas mais!

 1) Pântanos e Casarões (Plantations Houses)

Já havíamos feito a reserva no dia anterior e, depois de um café da manhã não muito aprovado no Café Palace¹, voltamos ao hotel para esperar nosso “tour”.

¹(O Palace constava na nossa lista, mas apesar de ser legal sentar nas mesas externas apreciando o movimento da Canal Street, a comida não tinha nada de especial, ou seja, não aprovamos!)

Café da manhã na parte externa do palace, vendo o movimento da canal Street

Café da manhã na parte externa do Palace, vendo o movimento da Canal Street.

Esperamos um pouco no no hotel e chegou o mini-ônibus do tour.

1.2) A Escolha do Tour

Fizemos um que incluía os dois passeios no mesmo dia (Pântanos e mais uma Casa, a “Laura”² – Swamp Tours & Laura Plantation³).

Tentamos antes ir pela Isabelle uma agencia de turismo que meu filhote já havia pesquisado, porém não tinha mais vagas para o dia que planejamos. Então, optamos pelo Cajun Pride (vi em alguns blogs), mas tem várias outras agencias (nos hotéis tem mais informações)!

²Havia duas opções de Casas no tour que fomos. Escolhemos a “Laura” porque achamos que tinha mais história do que a Oak Alley (que tem mais beleza), e até passamos em frente a Oak (linda mesmo), mas a Laura tem mais “conteúdo”, mais história mesmo!

³Obs. Existem passeios combinados (Pântanos + Casas) de um dia inteiro e outros de meio dia (4 horas) que foi o que escolhemos (no passeio menor visitamos apenas uma casa, e o passeio de barco nos pântanos também é feito em tempo menor, mas garanto que já é muito tempo). Mesmo escolhendo o passeio “menor” achamos que foi um pouco cansativo, embora muito interessante. 

E, além disso existem passeios onde um dia inteiro é dedicado apenas para a visita dos pântanos e outro dia para as “plantations houses” pois se visitam várias casas. Acho que nesse caso seria mais cansativo e poderíamos deixar de fazer outra coisas na cidade. Mas, é uma opção bastante pessoal essa escolha, até porque cada casa tem uma história etc. e tal.

1.3) Na Estrada…

Saímos por volta das 11 da manhã e chegamos de volta ao hotel quase 18h, pois além dos quilômetros percorridos, o trânsito estava um pouco parado perto da cidade. Mas o passeio em si (o último é o da Casa) termina em torno das 16h;30.

Na ida passamos em frente ao famosos cemitério onde é também costume fazer tour por lá (mas não eu, esse tipo de tour não dá pra mim não – ôps-). Levamos em torno de uns 40 minutos para chegar no local dos pântanos.

1.4) Os Pântanos

Primeiro fizemos um passeio pelos pântanos numa barco “normal” (ver foto abaixo). Prefiramos, pois o aerobarco, em que pese algumas vantagens, era mais caro e barulhento. Bom, não sei se escolhemos bem, mas num barco mais devagar dava pra curtir bem a natureza.

O tipo do barco que fizemos o tour pelos pântanos (foto do site do Cajun Pride)

O tipo do barco que fizemos o tour pelos pântanos (foto do site do Cajun Pride)

O pântano onde é feito o tour de barco da “Cajun Pride” é propriedade privada da empresa, e fica a uns 40 km de Nova Orleans. É considerado um refúgio de vida silvestre e um passeio ecológico. O passeio, de barco, é narrado, e tudo contado em detalhes (até demais -risos-) e não é perturbado por outros barcos, já que a propriedade é da empresa. Disseram que os capitães são todos nativos, caseiros nos pântanos da Louisiana do Sul. Realmente o sotaque é até engraçado e eles têm humor na narrativa (pelo menos o nosso).

Na chegada para o tour dos pântanos

Na chegada para o tour dos pântanos

Fizemos “explorações através da beleza primitiva de árvores cobertas de musgo do pântano” e vimos muitos e muitos jacarés. Além dos jacarés havia muitos guaxinins nas margens. Tão fofinhos que dava até vontade levar um pra casa (risos) e nos dava receio de serem pegos por um dos jacarés. Eles à espera de marshmallows jogados pelos barcos, e os jacarés à espreita de deles. A sorte era que eles eram bastante sabidos e conseguiam sempre se livrar dos jacarés (ufa)!

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Os primeiros jacarés… e depois vimos muitos e muitos!

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o “capitão” alimentando os jacarés

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A vegetação…

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Guaxinins ao fundo

Pelo meio do passeio começamos a achar um pouco monótono porque era muito repetitivo: Jacarés, guaxinins, pântano e sua vegetação, mais jacarés… Acho que foi em torno de 1 hora e meia. Mas ficamos conversando etc e tal…

Lá “pras tantas” o cara (guia/capitão) saca um mini-jacaré de uma caixa e passa para os turistas do barco “pegarem, alisarem e fotografarem”. Menos pra mim e nem pra uma garota asiática que não fizemos questão nenhuma de pegar no bicho (ui!). Depois, ele tira de outra caixa térmica (?) um crawfish para explicar o que é (parece uma mistura de camarão com lagosta, caranguejo, sei lá…). E depois ainda tira uma cobra (dos pântanos) de outra caixa (eca). Que medo! Nem olhei pra essa aí!

San com o pequeno jacaré (ui que medo!)

San com o pequeno jacaré (ui que medo!)

Bom, finalizado o passeio pelos pântanos (Swamp Tours), paramos no refúgio/cabana deles e mal deu tempo de fazer um lanche rápido e um “pipis” porque já tivemos que entrar no mini-bus para dirigir-nos ao outro tour: a Laura Plantation House.

1.5) Plantation House

Demoramos em torno de uma meia hora até chegar na “Laura“. Chovia! E aí tivemos que comprar aquelas capas de chuva que só dá pra usar uma vez, e começamos o tour pela loja de souvenir, of course!

A Casa "Laura"

A Casa “Laura”

A “Laura” tem muita história e tivemos uma boa guia. A propriedade, com mais de 200 anos (com lavouras de cana de açúcar, em especial) tem uma característica ímpar: sempre foi comandada pelas mulheres da família. A guia contou a história de várias gerações de uma família creole* com todo o drama vivido, os momentos de glória e de decadência, incluindo a história da escravidão no sul.

Um pouco cansativo lá pro final (muitos detalhes e a gente em pé o tempo inteiro) e logo pra mim que sou “elétrica” e um tanto dispersa…, mas foi bastante interessante. Ver os cômodos da casa, seus artefatos e ao mesmo tempo ouvir toda a história do lugar! Inclui também visita às antigas casas dos escravos.

*Creole: designa o habitante francófono da região do atual estado norte-americano da Luisiana e áreas adjacentes. Também designa o crioulo francês da Luisiana, língua forjada da mescla do francês com outros idiomas e a cultura local (fonte).

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Sala de jantar e a louça na “Laura”

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Vista da varanda de trás…

Eu e meu filhote na chuva (ôps), saindo da visita de uma das antigas casas dos escravos

Eu e meu filhote na chuva (ôps), saindo da visita de uma das antigas casas dos escravos

O passeio acabou por volta das 16;30 e o nosso bus ainda foi pegar alguns turistas em outra plantation house, a “Oak Alley”, o que nos deu o direito de passar em frente e ver como é realmente bela com seus carvalhos na frente. Mas, com certeza a “Laura” ganha disparado em termos de história. Se tiver que escolher apenas uma…

Uma foto da Oak (fonte: site oficial)

Uma foto da Oak (fonte: site oficial)

2) A Noite

Dessa vez não poderíamos perder o show de jazz da Preservation Hall* e embora cansados do tour, fomos para o hotel apenas para uma uma boa ducha. E, com roupa trocadas nos dirigimos para a fila do Preservation. Dessa vez com quase 1 hora antes do show das 19h (ou era o das 20h?). Já percebemos que nosso lugar na fila era bem melhor que o do dia anterior e tivemos a certeza que estaríamos “dentro”!

*É um pequeno espaço, tipo um clube de jazz, cuja banda foi criada em 1961 para preservar e perpetuar o tradicional Jazz de Nova Orleans. Ou seja, é um local de música, uma banda (a Preservation Hall Jazz Band), uma gravadora e uma organização sem fins lucrativos que continuam sua missão cultural preservando a música de New Orleans. Situado no coração do bairro francês (French Quarter), apresenta concertos de jazz todas as noites com alguns dos melhores artistas de New Orleans.

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A fila para entrar no Preservation

Na fila, enquanto Santiago, my husband, foi comprar uma cerveja no mercadinho da esquina e meu filhote foi comprar uns cachorros-quentes pra nós na outra esquina, apareceu uma garçonete do bar vizinho vendendo uns hurracaines (a típica bebica de lá, com rum e frutas). Peguei um pra mim e quando os meninos chegaram foram correndo buscar também pra eles (Ôpa!).

Conseguimos entrar no Preservation! É uma sala pequena acho que cabe bem menos de 100 (?) pessoas, e tem bancos, cadeiras e chão pra se sentar. Por sorte nossa, nos mandaram pra primeira fila (pro “gargarejo”) porém sentados no chão (forradinho etc. e tal mas um pouco durinho). Nada que impedisse nossa alegria de ver a famosa banda original do Preservation tocar! Proibido fotos e filmes, ficou na nossa memória o maravilhoso som da banda. E do público que em algumas ocasiões (e só em algumas), a pedido do vocalista, cantávamos juntos! Foi emocionante ! Adorei!

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Nós, já dentro do Preservation, sentadinhos à espera da Banda!

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Proibidas fotos durante o show, tiramos essa (e outras parecidas) antes!

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Como não podíamos tirar fotos do show, trouxemos essas pra vocês verem (do site oficial).

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Outra foto do site!

Ah, vale salientar que enquanto esperávamos na fila vimos em frente uma loja com produtos “vodoo” (tem muito disso por lá). Ocorre que meu marido tem medo (não sei se é de verdade ou só pra “aparecer”, afinal ele é do signo leão, hehehe)). Então, lá pras tantas ele disse: “vou criar coragem e entrar lá”! Entrou, curtiu e saiu numa boa! Pronto, acabou o medo!

A lojinha de produtos (?) Voodoo (em frente ao Preservation)

A lojinha de produtos (?) Voodoo (em frente ao Preservation)

Depois do show, entramos no bar ao lado (Pat O’Briens) tomamos mais uns hurracaines e andamos um pouco por lá. O bar, além do bar propriamente dito,  tem um parte externa no centro (bem legal), e mais um piano bar a direita de quem entra.

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Nós três, no Pat O’Briens

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Pat O’Briens, na área externa, com fonte e tudo mais!

Apesar de estar chovendo, ainda fomos dar mais um “rolé” pela Bourbon Street e …

A Bourbon, mesmo com chuva, gente na rua!

A Bourbon, mesmo com chuva, gente na rua!

Num dos bares da Bourbon St. Entramos, curtimos um pouco a música...

Num dos bares da Bourbon St.

Ah e ainda “paguei um mico” de tirar uma foto com um Minus pra mostrar ao meu neto (por uma quase imposição de meu filhote Marcel, o tio de Natan).

Pagando um mico pra agradar o netinho (risos)

Pagando um mico pra agradar o netinho (risos)

Ah e ainda passamos em frente ao Galatoires (um dos restôs mais antigos, que exige terno, mas tem no próprio restaurante para quem for desavisado). Realmente tinha lá uma fila com homens de terno e mulheres elegantes!

E foi-se acabando o terceiro dia…

Na noite seguinte fomos na Frenchmen Street, pois a gente já tinha ouvido falar: “Se quer boa música vá na Frenchmen Street. A Bourbon é mais coisa de turistas”. Verdade, mas a animação da Bourbon e o seu lado da fama, valeram também as “noitadas” por lá!

Conto mais os outros dias em posts seguintes! Veja o quarto dia clicando aqui.

 

 

 

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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