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New Orleans: Um Programa para cinco dias

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photo_NewOrleansFomos para New Orleans. Depois de intensa pesquisa em sites, blogs e revistas (dessa vez não usei livros) como sempre faço, elaborei um programa e tentamos segui-lo à risca, mas não para fazer deu tudo. De todo jeito, deixo aqui o plano, já com meus comentários.

New Orleans é chamada carinhosamente de NOLA. É uma cidade vibrante e agitada, e é considerada o berço do jazz. Fica no estado de Lousiana nos EUA e às margens do Rio Mississipi. Terra natal do músico e cantor Louis Armstrong, que fez história com sua trompete e sua voz. Tem influência francesa e espanhola na arquitetura e também na culinária (além da influência africana, nesse último quesito).

Lá, “a famosa gastronomia cajun, conta com especialidades como a linguiça boudin, a clássica jambalaya e o tenro ensopadão gumbo, mas a cozinha predominante na cidade é a creole. Apesar de muitos pratos serem semelhantes (como a própria jambalaya), suas raízes são distintas e os modos de preparo um tanto mais sofisticados. Com influências que são a própria cara da cidade, espanhola, francesa e africana, virão à mesa pratos como a lagosta e o camarão creole, o crawfish etouffee (lagostim) e as ostras rockefeller. Ou seja, muitos frutos do mar, temperos maravilhosos (e quentes) e personalidade” (fonte).

1) O Programa:

1º dia:

Se você já vai chegar depois do meio dia, o ideal é:

a) Andar um pouco “sem rumo” por algumas ruas do French Quarter*  – Fomos direto almoçar na Bourbon House (comida maravilhosa, especialmente as ostras e camarões, com temperos deliciosos) e depois descansar (ôps).

b) A noite: Curtir a Bourbon Street** (fomos, depois de um merecido descanso, e era bem animada mesmo).

*French Quarter: É o bairro mais famoso de New Orleans e é o centro histórico da cidade, onde se pode encontrar as principais atrações turísticas, bares e restaurantes. Apesar de seu nome francês, a maioria dos edifícios foram construídos durante o período espanhol.

**Bourbon Street: É o lugar do agito, a mais tradicional rua e onde tem a maioria de bares e clubes de jazz (não somente jazz, também rock etc). Porém os melhores lugares para um jazz de qualidade ficam na Frenchmen St.  

2º dia:

-Manhã e Tarde:

a) Caminhar pela Decatur St. (onde fica o Café du Monde*, Central Grocery, French Market -um mercado pitoresco e interessante- e a Jackson Square, de onde se pode ir até a Catedral). Realmente fizemos isso, e foi ótimo! Passeamos na Decatur Street, entramos um pouco em algumas ruas perpendiculares a ela, comemos os famosos “beignets” no Café du Monde (delícia), chegamos na Jackson Square, curtimos música pelo meio das ruas, vistamos a Catedral, fomos no mercado (adoro!), enfim… Foi uma ótima andança!

b) Ainda pode caminhar pela Royal St, Canal St, Chartres St. (Tudo no French Quarter). A Royal era a rua que ficava nosso hotel e assim sempre estávamos andando por lá! No fim da manhã, depois de tudo que fizemos no item anterior (letra “a”), viemos voltando pela beira do Mississipi (River Walk e pela Canal Street,  a qual acessávamos facilmente desde nosso hotel, super perto). 

c) Pode andar também pela River Walk (calçadão as margens do Mississipi). Fizemos isso, como já disse no item “b”. 

d) Se tiver tempo anda no trolley (Street Car) que segue pela Canal St. de norte a sul da cidade, até o cemitério**. Na verdade não andamos no bondinho. Elegemos outras coisas que nos foram prioridades e o bondinho ficou pra outra vez. Como já havíamos andado nos bondinhos em San Francisco, então… 

*Cafe Du Monde: Tradicional café instalado desde 1862 na cidade, com a famosa beignets. Similar a um bolinho de chuva, com muita açúcar impalpável. Mesas, cadeiras e chão são polvilhados e adoçados. Se prepare para enfrentar filas, e seja rápido no pedido, pois conseguir que um garçom te atenda, não é tarefa fácil. Justamente pelo lugar estar sempre abarrotado de gente, não oferecem a melhor atenção, e os garçom não distribuem sorrisos, e sim café com beignets, portanto não se assuste! (fonte). No dia que fomos no Café du Monde não havia filas para as mesas, somente para quem queria “levar” (nem sei porque alguém fazia fila “to go” –takeaway- quando podia sentar nas mesas e curtir o café com os “bolinhos doces” ali mesmo). Era uma manhã de uma quinta-feira. Foi tudo ótimo, inclusive o atendimento, nem sei se foi sorte porque li em muitos lugares que o atendimento não era nada bom. Mas no dia seguinte já vimos uma fila enorme, tanto para ficar nas mesas como npara “levar” a comida! 

**O cemitério também é um ponto turístico, mas não espere por mim nesse programa (hehehe). Apenas passamos em frente quando fomos fazer um tour pelos pântanos!

– Noite ou fim da tarde:

Ir na Bourbon Street e ver algum show de jazz, ou na Frenchmen Street (dizem que lá tem música de melhor qualidade e a rua não é “bagunçada” como a Bourbon). Realmente a música da Frenchmen Street é ótima. Em todos os bares (pelo menos entramos em vários, e naqueles que entramos gostamos muito). A Frenchmen também é uma rua muito legal para se ir a partir da tardinha. Mas, não se pode deixar de ir na Bourbon também, é claro. E fomos nas duas! A Bourbon é muto animada, mas não tem apenas jazz (qualquer tipo de música se encontra nos bares de lá), e é uma loucura, mas vale uma noite de passeio por lá, pelo menos! Aquele lance dos colares (mesmo fora da época do Mardi Gras -a terça-feira do carnaval de lá – turistas, desde os balcões dos bares e hotéis, lançam colares sobre os transeuntes. No carnaval, é comum, mulheres mostrarem os seios em troca de colares de continhas – ôps-). A rua e seus belos balcões, gente muita, bebida rolando “adoidado”… Pode não ser mais o “original” de New Orleans, mas é bom dar uma passada pra ver e/ou curtir a noite para quem gostar do agito!

3º dia:

Fazer um passeio pelos pântanos e casarões (plantations houses). Fizemos um que incluía os dois passeios no mesmo dia (Pântanos com seus jacarés, e uma Casa, a “Laura”, com muita história). Fizemos pelo Cajun Pride Tour, mas tem outras agencias. Nos hotéis tem mais informações!

Você pode ver ainda esses passeios em alguns sites como “Isabelle”, “Viatur”, “Old River Road Tours” e “Cajun Pride Tour”.

4º dia:

Manhã e tarde:

a) Caminhar pela Garden St. (um local cheio de mansões de época). Eu fui rapidamente, mas meu marido e filhote foram num tour daqueles de Segway, o qual não consegui me equilibrar para ir (risos). Disseram que o tour foi ótimo!

b) Pode ainda fazer um passeio pelo Mississipi (pela Riverboat Tours ou pela Stemboat Natchez). Não tivemos tempo. Passear simplesmente pelas ruas em New Orleans é tão bom que precisa de mais tempo pra fazer tudo! Mas acho que vale a pena esse tour pelo Mississipi.

c) Para quem quer fazer compras: Riverwalk Mall – Outlet  (pela Canal St. descendo em direção ao Mississipi. Veja a localização aqui.). Apenas passamos por lá pois não tínhamos intenção de fazer compras. 

d) Quer visitar museus? Tem para todos os gostos: de voodoo, de artes, de jazz, etc. Também não entramos em nenhum, apesar de termos visto muitas casa de voodoo (ôps). Tem muitas galerias de artes legais também pelo French Quarter. Essas curtimos bastante, pelo menos as vitrines! Basta andar por lá que encontramos!

e) Ou fazer o que não deu tempo no 2º dia.

Noite: 

Como sempre ir a bares, restaurantes  ou clubes de Jazz na Bourbon St ou na Frechmen St. Sempre íamos, ou na Bourbon ou na Frenchmen!

5º dia:

a) Fazer o que não deu pra fazer nos outros dias ou simplesmente passear pelo French Quarter. Apenas saímos pra tomar café, depois andar um pouco pela Royal St. e ruas nos arredores, fizemos umas compritas de souvenirs, almoçamos mais tarde e em seguida já estava na hora de zarpar para o aeroporto.

b) Pode também alugar bikes e “sair por aí”. É uma boa pedida! Não fizemos o tour de bike (até gostaria), mas como já falei, meu marido e filho fizeram o de segway e gostaram muito.

c) Pode  explorar a Harrison Av. que fica em Lakeside próximo ao lago Ponchartrain. Não saímos de New Orleans centro, ou seja do French Qarter, a não ser quando fomos aos passeios dos pântanos e da Plantation House. 

2) Algumas dicas de restaurantes:

  • Café du Monde (com seus famosos “beignets” já descritos anterormente). Na Decatur Street, 800. Fomos e adorei! Pensei que nem ia gostar mas gostei tanto que até quis voltar, mas na segunda vez que tentamos tinha fila e desitimos!
  • Central Grocery (com seus clássicos sanduíches “muffuletta”: um sanduíche popular originário entre imigrantes italianos em Nova Orleans, usando pão de gergelim siciliano redondo). Na Decatur St, 923. Passamos em frente, parecia legal, mas não demos conta de tanto restaurante bom!
  • Bourbon House Seafood (frutos do mar). Na Bourbon St. 144. Perfeito! Comida e ambiente ótimos! Fomos mais de uma vez!
  • Palace café (brunch). Na Canal St, 605. Fomos uma vez tomar um café da manhã, mas…  Normal demais, a não ser a localização… não aprovei a comida muito não. 
  • Tableau French Quarter (jantar). Na Saint Peter St., 616 (na Jackson Square, no Le Petit Theatre). Não posso opinar, pois não fomos.
  • Original French Quarter (brunch ou almoço), especialmente ostras e carne de jacaré. Decatur St., 1001. Tampouco tivemos tempo para ir nesse.
  • Rubby Sliper (café da manhã)- Na Magazine St. 200 e em outros endereços (nova localização na Canal St. 1005). Tomamos um café da manhã e gostamos. Fomos no da Magazine St. (mais tradicional). Aprovado. Melhor ficar nas mesas de fora!
  • Eat (café da manhã mais refinado)- ou brunch domingo; também almoço e jantar (Na Dumaine St., 900). Infelizmente não tivemos tempo para ir!
  • French Market Farmer’s Market (com vários cafés e bares, linguiça de jacaré, etc) – N. Peters St Bay 1100. Perfeito. Adoro mercados e lá tem vários bares, comidinhas, artesanatos, tudo legal! Comemos uns sanduíches super bons em um deles e compramos algumas coisinhas de lembranças. 
  • Johnny’s- almoço PO Boy (po-boy, po boy, ou poor boy é um tradicional sanduíche de Louisiana, quase sempre é composto de carne, geralmente carne assada ou frita, frutos do mar, ou às vezes frango ou presunto. A carne é servida na baguete, como pão francês de Nova Orleans) -Na Saint Louis St., 511. Fomos pra ver como era, afinal teriamos que provar o tal sanduíche. Mas, eu pessoalmente não gostei desse tipo de sanduba. O lugar é até simpático, interessante. Quanto aos “PO Boys”, aí vai depender do gosto de cada um.
  • Jacque-Imo’s – (jantar, dizem que dos melhores) – Na Oak St. 8324. Não fomos. 
  • Commanders Palace (em frente ao cemitério) Indicado pelo Zagat. Premiado várias vezes- Washington Av., 1403. Não fomos também. Muito lugar bom pra comer, não há tempo para todos!
  • Galatoires (um dos restôs mais antigos, exige terno, mas tem no próprio restaurante para quem for desavisado). Na Bourbon St, 209. Passamos em frente, parecia bem chique e tinha até fila!
  • Felix‘s -simples e autêntico. Restaurante e Oyster bar . Fomos, é realmente simples, mas a comida é muito boa. Fica em frente ao Bourbon House. 
  • Acrescento aqui um que fomos e não estava na lista, mas que gostei muito. Jantamos lá. O Royal House.
  • Ah, e também tomamos café da manhã no último dia em um lugar que nos pareceu legal -passamos por lá antes algumas vezes – (perto de nosso hotel), o Fleur de Lis. Foi bom, ambiente legalzinho, mas comidinha normal!
  • Obs. Notamos que os breakfast(s) por lá, em quase todos os lugares de NOLA, tem muita comida e algumas bastante “fat”, e imaginamos que é necessário (?) porque o povo bebe muito nas noites (risos).

3) Alguns clubes e jazz ou bares com música ao vivo:

  • The Spotted Cat. Só vimos “por fora” mas não entramos. Parecia bom!
  • Blue Nile. Fomos, mas na hora errada. Fomos cedo, na hora que abriu (19h), mas dizem que o melhor é depois das 23h. De toda forma o lugar é legal e as bandas que tocavam também, mesmo cedo. Passamos por lá mais tarde e estava “bombando”! 
  • Apple Barret (muito bem recomendado; na Frenchmen St).
  • The Maple Leaf bar
  • Tipitinas
  • One Eyed Jack
  • Maison Bourbon Jazz Club (um ótimo jazz, dizem) – Nem sei se entramos nesses outros quatro anteriores acima (risos) porque entramos em vários e eram todos ótimos!
  • House of Blues – Passamos por ele, prédio legal, mas não fomos.
  • Preservation Hall* (o mais tradicional). Fomos! Ufa! Super bom! Mas você tem que entrar numa fila e se quiser garantir seu lugar chegar uns 40 minutos antes do show (tem show a cada hora a partir das 18 e até as 22h). Tentamos duas vezes e só conseguimos entrar no 2º dia em que tentamos (no 1º dia que fomos, as vagas acabaram na nossa vez, pensem! O lance é chegar pelo menos 40 min antes e não 30 como fomos na 1ª vez, acho eu). De todo jeito já é “um barato” ficar na fila, hehehe! Ou, você pode comprar pelo site antes, a um preço bem mais caro, porém garante sue lugar e não entra em fila (até tentamos mais os ingressos dessa modalidade estavam esgotados para todos os dias em que lá estaríamos)! 

*É um pequeno espaço, tipo um clube de jazz, cuja banda foi criada em 1961 para preservar e perpetuar o tradicional Jazz de Nova Orleans. Ou seja, é um local de música, uma banda (a Preservation Hall Jazz Band), uma gravadora e uma organização sem fins lucrativos que continua sua missão cultural preservando a música de New Orleans. Situado no coração do bairro francês (French Quarter), apresenta concertos de jazz todas as noites com alguns dos melhores artistas de New Orleans. Não vende comida nem bebida dentro, mas você pode levar se quiser. Tem um super mercado perto na esquina, um bar legal vizinho, e uns carrinhos de cachorro quentes na outra esquina.

4) Gastronomia

Cajun – Linguiça boudin, clássica jambalaya, ensopadão gumbo. Provei todas e gostei de tudo, especialmente o jambalaya (uma espécie de paella ou risoto, claro que diferente, super específico e típico. Tempero muito bom)!

Creole (cozinha predominante)- Muitos frutos do mar, ostras, temperos fortes. Adorei todos os frutos do mar que provei, tudo com muita “pimenta” típica (Pra que gosta é uma boa)! Vale a pena!

Bebida típica: Hurracaine (a base de rum e suco de frutas). Provei, é bom, mas nada demais (risos). 

5) Outros

Se quiser visitar uma casa mal assombrada, a dica é Lalaurie maison (ôps). Não fui, ui!

Como vocês viram tem coisas demais pra fazer em New Orleans. O lance é escolher o que fazer de acordo com suas preferências e passar pelo menos três dias, né?

Obs. Foto: videotechservices.com

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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