Site com dicas de viagens.

No Minho: A beleza de Viana do Castelo

Avalie esta postagem

Continuando nossa road trip por Portugal (roteiro aqui), depois de um pulo ou dois na Espanha (Vigo & Baiona e Puebla de Sanabria), chegamos na região do Minho. E amei!!!

Estávamos no 12º dia da nossa viagem. Saímos de Vigo e passamos por Baiona (Espanha). Então, descemos de volta para Portugal, pela região do Minho.  Tínhamos mais três dias em Viana e arredores, e depois mais três no Porto, onde fecharíamos a trip com “chave de ouro” ( ou melhor de Douro )!

Por que o Minho? Estava doida para conhecer a região do Minho, tanto pelo que o meu irmão havia falado, pelo que eu havia lido e pelas fotos que vi, e porque é uma região ainda pouco explorada pelos turistas, como praticamente todo o norte português (comparando com outras regiões como as regiões mais ao sul do País ou mesmo as centrais).

Minho

E nessa trip já havíamos estado no norte, só que em Trás-os-Montes (norte, mais à leste: mapa abaixo; ver post de Bragança aqui).

Trás-os-Montes

Em Viana… Nesse dia, fomos diretamente para Viana do Castelo, onde seria nossa base. Achei super agradável essa pequena cidade e com certeza ela seria a escolhida se eu resolvesse morar em terras portuguesas. Tem um probleminha com o clima, que parece que chove muito, venta muito e as praias são um tanto frias (risos). Em contrapartida tem a beleza e simpatia da cidade, de seus arredores, e ainda a curta distancia para o Porto (descendo) e para a Espanha (subindo).

1) O Hotel

Ficamos num hotel legal, pequeno, central, acolhedor e um tanto diferente. Indicado por um de meus irmãos que tinha estado por lá no começo do ano. Dona Emilia Guest House!

A fachada do “Dona Emília”

A praça da República, vista do hotel!

Em outro post falo um pouco mais sobre o hotel.

2) Os Passeios

2.1- Pelas ruas e praças – Como estávamos hospedados no centro, fizemos muita coisa a pé. Passeamos pelas ruas, ruelas, percorrermos o centro histórico sem rumo ou com rumo. Sem rumo, descobrimos alguns recantos, pequenas praças, os becos sem saída, e igrejas…

A Praça da República (onde ficava nosso hotel), as ruas e as pequenas ruas perpendiculares ou paralelas são ótimas para se caminhar, ver os pontos turísticos ou mesmo sentar num café e ficar a admirar os passantes e o lugar.

Fonte na Praça da República. Esse chafariz data do séc. XVI e durante séculos foi o ponto de abastecimento de água potável da população. Por trás os “Antigos Paços do Concelho*.

*Os Antigos Paços do Concelho, embora mais se assemelhem a um forte, são a antiga câmara municipal da cidade do século XVI, e é utilizada nos dias de hoje para albergar exposições temporárias de arte contemporânea” (fonte).

 

Uma rua interessante é a Av. dos Combatentes da Grande Guerra. Ficava super perto do nosso hotel, cheia de cafés e lojinhas, em uma das pontas fica a estação de trem (já perto da subida ao Monte Sta Luzia) e na outra a moderna Praça da Liberdade (praticamente na beira do rio).

Avenida dos Combatentes, já próximo à Praça da Liberdade. Ao fundo o “Monumento ao 25 de Abril”, na praça (foto)

Estação ferroviária

Bom, e tem também muitas igrejas, capelas que a gente vai descobrindo nas andanças…

Capela das Malheiras (arquitetura rococó)

E como já falei, são tantas ruazinhas charmosinhas…

Uma rua colorida por guarda-chuvas!

O Museu do Traje, também é um lugar de interesse.  Apesar de estarmos hospedados vizinhos, apenas o vimos por fora. Estivemos mais interessados, até pelo curto tempo, em caminhar pela cidade e conhecer seus arredores. Mas, esse museu é bastante importante como ponto turístico (no museu se conhece a história e tradição dos trajes vianenses e de seus arredores).

2.2- Monte Santa Luzia – Fomos também até o o alto onde está o Santuário de Santa Luzia*, e subimos mais ainda para curtir uma vista fantástica onde se encontra a “Pousada de Viana do Castelo” (da rede Pestana de hotéis). Sentamos lá e tomamos um vinho curtindo a bela vista que é considerada pela National Geographic uma das mais belas vistas do mundo.

 *O Santuário de Santa Luzia foi construído no início do século XX . A arquitetura é de inspiração românico-bizantina.

Nós subimos de carro, mas existe um Funicular, se preferirem (ou ainda tem uma escadaria, ufa!).

O Santuário/Basílica Sta Luzia e a vista maravilhosa!

Vistas desde a Pousada da rede Pestana

E nós lá na maravilhosa Pousada, onde pudemos curtir uma das mais belas vistas…

2.3- A Zona ribeirinha e o Porto – Essa zona fica muito próxima ao centro, na verdade se situa entre as margens do rio Lima e o centro histórico. Caminhar por tudo isso a é é fácil e legal! Como nosso carro ficou estacionado por lá (não tinha estacionamento no hotel, e nessa área existe um grande estacionamento público, seguro), passávamos sempre por lá contemplando a nova arquitetura da zona ribeirinha e o rio Lima.

Entre os prédios modernos destaca-se a Biblioteca Municipal e o Centro CulturalÀ noite, observamos que é um lugar frequentado por jovens. 

No porto está ancorado o  Gil Eanes que é um antigo navio-hospital e se transformou num navio-museu. Apenas o vimos por fora, não entramos.

No mais, essa zona tem uma vista interessante do rio e edifícios modernos, e é muito bom pra caminhar por lá.

2.4- Praias – De carro fomos conhecer algumas praias (que não nos deixou muito entusiasmados, pois afinal nossas praias brasileiras e nordestinas são tão lindas que  fica difícil nos contentar com praias comuns, né?).

Saímos um pouco da estrada e entramos em vias secundárias para ver umas duas ou três praias (sei que uma delas foi Carreço). Indo para outra (que não lembro o nome), nos perdemos no meio do caminho e não conseguimos chegar na beira mar (a estradinha era de areia, muito rudimentar, e não tinha placas indicativas; ficamos a dar voltas e desistimos).

Perto de Carreço, seguindo para o norte tem várias praias como Afife, Arda, Forte Pacô ou Ingleses, etc. Mais depois de um tempo, desistimos de conhecer outras, pois eram todas muito parecidas.  As que vimos contam com uma zona de vegetação e dunas, protegidas por passadiços de madeira e têm estacionamento e outros apoios. Mas quase nenhuma casa, e, naquele dia, quase ninguém por lá… Estavam muito desertas, talvez porque ainda era mês de junho…

Carreço

Brincando na paria do Carreço….

Mais à frente decidimos conhecer melhor outra: Caminha (onde fica a foz do rio Minho).

Praia de Caminha. Paisagem legal entre rio e mar…

Nesse dia, resolvemos ir até Vila Nova de Cerveira (que estava por perto), já que as praias que visitamos não eram bem “nossa praia”…

Para ver as praias de Viana e arredores clique aqui.

 3) Restaurantes

Em Viana o dono da pousada nos indicou três lugares. Chegamos num domingo e a maioria das coisas estavam fechadas, incluindo os restaurantes indicados. Terminamos que nesse dia comemos num restô que nos pareceu simpático. No outro dia, segunda-feira também seguiam fechados os restôs indicados. Que pena!

Dois dos indicados pelo dono da pousada Dona Emília (Nuno), foram: Casa Primavera e Maria de Perre (o terceiro, esqueci -ôps- mas era perto do Primavera).

Esse é um dos restôs indicados e, com certeza, merece uma visita. À todos que perguntávamos davam nota 10 para ele!

O Bom mesmo foi um restaurante que almoçamos em um dos dias, mas fica em Vila Nova de Cerveira e não em Viana (conto depois sobre esse lugarzinho lindo em outro post). Para não morrerem de curiosidade, vou dar a dica logo: Casa das Velhas!

4- Os arredores: Bate&Voltas

De Viana fomos para duas outras cidadezinhas: Ponte de Lima, que já estava nos planos e passamos praticamente um dia inteiro; e Vila Nova de Cerveira (indicação meio que de última hora de uma amiga que mora no Porto e tem uma casa de campo por lá). Os dois lugares valeram muito a pena cada minuto da visita.

Em outros posts conto sobre esses bate&voltas.

5- Lugares que desistimos de ir e o porquê

Não é bem que desistimos porque na verdade deixamos esses lugares em aberto. Mas, percebemos que curtir o dia inteiro cada uma das nossas escolhas era melhor negócio do que conhecer mais lugares. Aí realmente deixamos de ir a outras cidades famosas como Braga e Valença. E escolhemos também pelo tamanho (preferimos as menorzinhas). Vale salientar que Guimarães já tínhamos ido em 2012, e vale super a pena (ver post aqui),

6- E enfim…

Nossa visita à região do Minho, última região do nosso roteiro, valeu muito. Realmente linda! E finalizamos nossa trip no Porto. Conto já!

 

Avalie esta postagem

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Carregando...