RETOMANDO A HISTÓRIA DA VIAGEM…
Em Calais, andando pela plataforma já íamos admirando o majestoso trem. O Venice Simple Orient Express (o qual vou chamá-lo daqui pra frente apenas de VSOE) é realmente beautiful!
Em frente ao nosso vagão, uma pose para fotos! Nosso “mordomo” já a postos para atender o pessoal do vagão B, se encontrava vestido com uniforme impecável nos moldes dos anos de glamour passados. Glamouroso e encantador. Um charme!
Aqui vale um parêntese: o VSOE tem 12 vagões-dormitórios, 03 vagões-restaurantes e um vagão-bar.
Depois de acomodar nossas coisas na nossa cabine, e de sermos a ela oficialmente apresentados, fomos conhecer o trem. Sobre as cabines, é melhor descrevê-las quase copiando o que tem no site:
“As cabines são privadas e impecavelmente restauradas como nos seus antigos tempos de glória, com serviço de pessoal exclusivo. Cada cabine tem um lavatório original com água quente e fria e, durante a noite torna-se um quarto confortável, completo com toalhas de linho e roupões. As camas se convertem em assentos durante o dia, mantendo-se como um quarto de luxo. Instalações sanitárias estão disponíveis em cada vagão, luxuosas e mantidas nos mais altos padrões pelos comissários de bordo.”
Ao passarmos pelo piano-bar não foi possível resistir e paramos pra tomar um drink. Lotado, com a maioria das pessoas em pé, o piano-bar fazia realmente jus à sua fama.
Depois de curtirmos o vagão-bar, escutando as músicas vindas do antigo piano de cauda e tomando cervejas italianas acompanhadas de deliciosos petiscos, fomos conhecer o resto do trem, seus três vagões-restaurantes (o Cote d’Azur, o Etoile du Nord e o L’Oriental), sua loja, o trem inteiro enfim… Depois, fomos descansar um pouco na nossa cabine à espera da hora do jantar…
O JANTAR
Trocar de roupa numa cabine pequena, apesar de charmosa, não foi fácil. Dei uma saída enquanto San se trocava e me deparei com a vizinha no corredor, descalça e totalmente vestida no seu traje de noite. Ela “meio” que se desculpou por estar assim, mas entendi que ela estava fazendo o mesmo que eu: dando espaço pro marido se trocar e depois terminar de se arrumar, afinal mulher requer more time!
Ao sairmos da cabine andando em direção ao nosso vagão-restaurante encontramos vários casais em suas elegantes roupas. Todos se dirigindo a um dos três vagões dos restaurantes ou ao piano-bar. Havia dois horários para o jantar, e preferimos o primeiro. As pessoas do segundo turno, faziam uma “horinha” no piano-bar ou descansavam nas cabines. O pessoal do primeiro horário, ia depois pro piano-bar…
O jantar foi fantástico, comida excelente. O menu, todo preparado por um chef francês, sempre esteve perfeito. E, estava incluído no “pacote” (brunch e jantar no primeiro dia; café da manhã, almoço e chá da tarde no segundo dia). Mas, caso alguém quisesse optar por outra comida, poderia pedir “a la carte”, e pagar por isso, óbvio. By the way, bebidas, eram sempre “por fora”. Também o consumo no piano-bar era por nossa conta!
Depois do jantar, o qual foi acompanhado por um delicioso vinho, pensamos em ir de novo ao piano-bar. Mas, estávamos “mortos” de cansados e só passamos por lá. Como sempre, com muita gente. Todos, ao som do piano, desfilando com seus drinks, especialmente com elegantes flutes de champanhe.
Chegamos na nossa cabine, com seus sofás já transformados em camas, e “capotamos”!
O SEGUNDO DIA
Acordamos no outro dia e solicitamos nosso breakfast, que foi servido em nossa cabine. Enquanto nos deliciávamos com as iguarias, desfrutávamos também de uma linda paisagem.
Nosso trajeto original passaria pela Suíça e não pela Alemanha, como foi o caso. Houve uma mudança de última hora (essas mudanças de trajeto podem ocorrer, e estão avisadas no voucher e no site) devido a problemas nos trilhos suíços Talvez por isso, não consegui ver as deslumbrantes paisagens dos Alpes descritas no site oficial do Orient Express, ou mesmo em blogs, como no artigo de um jornalista português que citei no texto 2.
As paisagens eram belas, mas não “deslumbrantes”. Ou eu estava dormindo ao passar por essas “deslumbrantes paisagens”, ou o novo trajeto não continha tanto deslumbre. Mas, justiça seja feita, as paisagens eram muito bonitas! Acho que estou sendo muito exigente…
Depois do café, fomos “às compras”. Antes de chegar na boutique do trem, ainda passeamos um pouco pelos vagões restaurantes, agora vazios, e pudemos apreciar melhor a arte em todos eles. Nos encontramos com alguns dos garçons, e conversamos um pouco. Um deles era casado com uma brasileira. Moravam na Itália e tinham um restaurante por lá…
Feitas as compras, voltamos à cabine e pouco tempo depois fomos curtir o piano-bar. Dessa vez com uma boa champanhe francesa e, pra completar o glamour, uma premier cru.
Aproveito e copio aqui o que tem no site do VSOE sobre o piano-bar (ou vagão ou carro-bar):
“Famoso por seus deliciosos cocktails e atmosfera acolhedora o Carro Bar é o coração do Trem. É uma experiência única, íntima e elegante que lembra o tempo frequentado pela realeza, chefes de Estado e celebridades. Transformado e desenhado por Gerard Gallet, o Vagão-Bar é o encontro ideal para desfrutar de uma conversa descontraída antes ou depois do jantar e para apreciar as habilidades do pianista. Vestir-se para a ocasião é parte da experiência. Enquanto você estiver relaxando no Bar, você pode refletir sobre esta questão: o que é mais antigo, o piano de cauda ou o vagão onde ele se encontra?”.
Após o piano-bar fomos almoçar. Coincidentemente nos foi reservado o mesmo vagão-restaurante da noite anterior: o L’Oriental. Seguramente o mais bonito dos três!
Mas, essa, eu preciso contar: Como vimos que no jantar do dia anterior a comida era muita (várias pequenas entradas, uma entrada principal, o prato principal, a sobremesa e mais vários doces…), tentamos dar uma de expertos e comer apenas uma parte de uma das entradas. O que aconteceu?
O chef veio até nossa mesa, achando que não gostamos do tal prato e se oferecendo pra preparar outra entrada diferente. E, por mais que explicássemos que não era nada disso, de nada adiantou porque ele nos preparou outra entrada. Pois é, aí tivemos que comer mais! Hehehe! E quem diabo iria deixar outra vez um pouco de comida? Se assim fizéssemos, correríamos o sério risco de comer sem poder, pois apesar da comida ser “de primeira”, meu estômago tem limites, né? Ufa!
Após o almoço, um bom descanso na cabine e logo chegou a hora do “Chá das Cinco”. Um pouco tempo depois, chegávamos a Veneza, nosso destino.
Sobre nossa estadia em Veneza, bem como sobre as outras cidades que fizeram parte dessa nossa viagem de agosto, conto em outros textos (ver na seção “Viagens” em Inglaterra, Escócia, Itália…).
A viagem dos sonhos no famoso e lendário Orient Express, valeu a pena. Valeu meus sonhos!
E vale, cada palavra, o que tá escrito em seu site oficial:
“Uma obra de arte em si e um verdadeiro ícone de Art Deco, o lendário trem Venice Simplon-Orient-Express oferece uma viagem diferente de qualquer outro. Romance, aventura e estilo estão todos intimamente ligados em viagens e passeios que cruzam a Europa, atravessando uma paisagem sublime em direção a algumas das cidades mais fascinantes do continente. Lindas cabines vintage, cozinha gastronómica e entretenimento a bordo fazem que a viagem seja animada neste trem icônico, uma das melhores experiências de viagem do mundo — uma seqüência de momentos inesquecíveis”.
OBS. O Planejamento dessa Viagem que inclui também Edinburgh, Londres, Veneza e Roma você pode ver no Picasa.
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1 Milão – O começo da road trip pela Itália
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2 Aveiro: um lado português de águas e de cores!
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3 Aix-en-Provence: Quase morando lá!
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4 Giverny: Um Bate & Volta desde Paris!
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5 Os Bastidores de uma Viagem (Alemanha, Áustria e França)
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6 TOULOUSE: depois de pedalar pelo Canal du Midi
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7 Porto, Portugal (por Thayse Carvalho de Santana)
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8 UM GIRO DE TREM PELA SUÍÇA – 8: LUGANO (por Zenaide Alves)
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9 UM GIRO DE TREM PELA SUÍÇA – 7: St Moritz (por Zenaide Alves)
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10 UM GIRO DE TREM PELA SUÍÇA – 6: Zermatt (por Zenaide Alves)



























