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Paris em maio! (¹)

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Ana no MundoParis está entre as cidades que sempre quero voltar. Nem sei se das primeiras vezes que fui, alguma vez era maio (quando morei em Madrid, há anos). Sei que das últimas duas, mais recentes, fui uma no outono e outra em pleno inverno. Dessa vez agora, fui no fim da primavera.

Paris, em maio passado, foi a primeira parada de nossa viagem que tinha como principal destino a Provence (contei o resumo da viagem aqui em outro post).

1) Onde ficamos

Nossa intenção primeira era passar cinco dias (e meio) na cidade luz, mas a TAP alterou nosso voo e fomos dois dias antes. Logo o apartamento que havíamos alugado (pelo AirBnb), não tinha mais vaga para os dois primeiros dias. Assim, ficamos dois dias em um hotel bem legal, o Artus, em Saint-Germain-des-Prés (para mim não existe bairro melhor para se ficar em Paris). Super recomendo esse hotel  (em todos os quesitos, e é um charme, além da especial localização).

Fachada do hotel (essa verdinha/azulzinha, rsrs)

Fachada do hotel (essa verdinha/azulzinha, rsrs) *

O hotel ficava na rue Buci, à três minutinhos a pé do “nosso” ap. que alugamos. E, ficava justo na rua atrás do hotel em que havíamos ficado da última vez (na rue de Seine; aliás a rue de Seine é ótima!).

No terceiro dia, nos mudamos para nosso ap, que era uma gracinha. Claro, fomos a pé, puxando nossas malas. Tudo certo!

Já disse no post anterior, mas só lembrando, fomos nós (eu e meu maridote Santiago) e outro casal (Zenaide e Aldemir). Nosso ap. (com duas suítes, uma sala ótima, cozinha americana, e uma “varandinha”/janelona especial -com vista para assistir “de camarote” os passantes-) ficava justo em cima de uma espécie de galeria animadíssima.

A tal galeria, “Cour de Commerce” (parte dela à céu aberto) era cheia de lojinhas, cafés, bares e restôs pequenos e legais, na rua St. Andrés-des-Artes (nº 59 à 61) e por ela se chegava ao Boulevard St. Germain. E, apesar de adorarmos caminhar, caso precisássemos, tínhamos o metrô Odeon super perto.

Fachada do prédio onde ficava nosso ap., e ao centro a entrada da galeria ("Cours de Commerce".

Fachada do prédio onde ficava nosso ap., e ao centro a entrada da galeria (“Cours de Commerce”). *

Vale salientar que a St. Andrés é a continuação da Rue Buci (onde ficava nosso hotel, antes de “mudarmos” para o ap.). Essa rua, também, é o máximo! Por todo esse “pedaço” se encontra, além de muitos cafés/bares/restôs animados e bons, galerias de arte, mercadinhos de todos os tipos, frutas frescas, sorveterias, lojinhas charmosas, e tanta coisa mais. As ruas por perto da Buci também são maravilhosas. Sentar num café por lá e apenas “ver a vida passar”, tomando uma tacinha de vinho ou mesmo um cafezinho, é demais.

Aliás, esse pedacinho do Quartier St. Germain, entre o Boulevard St. Germain e o rio Sena, e entre o Boulevard St. Michel e até por ali perto da Igreja de St. Germain (por onde tem o Café de Flore e o Deux Magots), enfim, esse “quadrado” é perfeito. Sinceramente, você pode ir mais além: cruzar o Boulevard St. Germain (contrário ao Sena) e explorar as outras ruazinhas do outro lado, ir ate o Jardim de Luxembourg e mais e mais…

A animação, e ao mesmo tempo a tranquilidade de passear nesse bairro (¹), é tão legal, que eu nem sentia muita vontade de sair desse “pedaço”. E cada vez que saíamos, éramos unânimes em dizer “vamos voltar para o nosso bairro?”(risos).

(¹) Da última vez que fomos (em 2014) ficamos praticamente explorando as delícias do bairro, especialmente os restôs (um dos posts aqui).

"Foto" da parte do mapa (o "quadrado" que falei acima)

“Foto” da parte do mapa (o “quadrado” que falei acima)

2) O que fizemos em Paris dessa vez

O legal em voltar mais vezes a um determinado lugar é poder ficar livre para simplesmente flanar, fazer o que se quiser, já que os pontos turísticos já são seus “velhos” conhecidos. Até voltar em algum deles pode ser uma boa idéia, mas o melhor mesmo é a liberdade em curtir o dia-a-dia sem maiores preocupações de seguir plano A ou B.

Pois bem, assim fizemos. Só posso garantir uma coisa: Ficar em St. Germain, só por lá mesmo, já é a melhor coisa do mundo! Além do mais, de lá você vai caminhando para outros lugares especiais como a Île de St. Louis, o Louvre, a catedral de Notre Dame, o museu D’Orsay, o bairro de Montparnasse, os Jardins de Luxembourg, etc. etc. etc. Se você tiver “pique” dá para ir a pé até para a Torre Eiffel (em torno de 1 horinha, passando por lugares bacanas).

Voltamos à vários lugares “velhos” conhecidos nossos (como alguns dos citados acima) e visitamos alguns poucos conhecidos para a gente (Marais, Montparnasse…). Até piquenique fizemos (um à beira do Sena e outro na grama em baixo da Torre Eiffel)! E ainda fomos à Giverny! Vou contar tudo, tudo, mas somente no próximo post!

Sobre St. Germain, vou contar um pouco agora. Sobre os arredores e outros lugares que fomos, aguardem!

Flanamos pelo nosso bairro livremente. Todos os dias, nem que fosse por poucas horas. Simplesmente “andar pra lá e pra cá”, apreciando o movimento, fazendo parte dele. Apreciando as vitrines, as galerias de artes, as lojinhas… Entrando nas igrejas, parques, perambulando “por aí”…

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Pelas ruas de St. Germain. Por muita casualidade essa rua estava vazia… Muito raro isso (risos). Talvez o horário? O trecho? *

Almoçamos um dia no Le Procope (a “traseira” do famoso restaurante se localizava justamente na tal galeria que nosso ap. ficava em cima). Já tinha ido lá da última vez que fomos à Paris e tinha sido ótimo. Tudo perfeito! Porém, dessa vez, nem tanto. Talvez porque chegamos naquela hora que nem é hora de almoço nem de jantar (²), talvez nossos pedidos não foram legais, Je n’est ce pas!

(²) Um “pecado” que cometemos nessa viagem, foi tomar café da manhã tarde (isso, por um lado, foi ótimo, pois não tínhamos que obedecer à nenhum horário). Por isso, não tínhamos fome na hora “regular” do almoço), e a   maioria dos restaurantes fecha às 15h e só volta a abrir as 19h. Aí, quando a fome apertava, lá pelas 16, 17h, só restavam aqueles restaurantes meio turísticos (comidinha meio sem graça), ou, raramente, algum famoso que não fechava (mas não havia quase ninguém neles e, talvez sei lá o porquê, não tivemos sorte nem nesses), ou sandubas das padarias (bons!), ou frutas dos mercadinhos (ótimas). Algumas vezes comíamos no nosso ap. o que era muito bom. Bom, isso tudo pra dizer: por favor tenham fome entre meio dia e 14;30 senão não conseguem almoçar muito bem. Ou comam crepe de rua que é melhor. Ou frutas. Ou sanduíches com uma baguette delícia! E deixem para jantar depois das 19h. Ponto.

Ainda sobre “nosso” bairro, ainda almoçamos num pequeno restô (Cepe Figue) que “namorei” desde o primeiro dia (na tal galeria), porém sempre chegávamos nele atrasados. Mas, um dia conseguimos e foi perfeito.

Jantamos um dia num pequeno restô em frente ao nosso ap. (Vins et Terroirs)

Comemos ostras deliciosas num restaurante legal, pertinho de onde estávamos (esqueci o nome, ôps, mas pesquisando por aqui vi que era o L’Atlas), sentados na calçada com direito à uma boa música “de rua”.

Músicos em frente ao rest-bar

Músicos em frente ao rest-bar. *

Tomamos sorvete na Amorino (embora eu prefira os sorvetes da Berthillon)…

Sorvetinho "básico". Sorvete pra mim, nessa viagem, era quase todo dia (risos). *

Sorvetinho “básico”. Sorvete pra mim, nessa viagem, era quase todo dia (risos). *

Café da manhã, quase diariamente, no Paul (porque também tomávamos nosso café no ap., claro).  Tinha uma boulangerie “mara” dessa rede na rue de Buci, pertinho d’a gente, e a baguette de lá é show, viram?  e…

E ainda levamos “frango” (é frango, ou “galeto”, ôps) para “casa” (poulet rôti). Riam o quanto quiserem, mas da última vez que fomos à Paris vi essas poulet “rodando” quase no meio da rua, e prometi a mim mesmo/a que um dia comeria um desses. Dessa vez, já que tínhamos um apartamento, fomos lá e compramos o tal frango assado com batatas. Não era lá essas coisas, mas foi uma almoço bem divertido! Depois desse, ainda tivemos outro (ou outros?)  jantar/almoço feito por nós!

Fizemos algumas compritas de comidas deliciosas nos mercados e feirinhas por perto, para levar pro nosso ap. Aliás, eu amo ir em mercadinhos (especialmente de frutas).

Ficar em apartamento é bem legal. Podemos comer em “casa”. Ter frutas e outras comidinhas “à mão”. Tomar um petit déjeuner, almoçar, jantar ou simplesmente tomar um vinho no ap, conversar e ver o povo passar (como nos filmes, rsrss). Isso se o ap. for como o nosso: com janelas enormes para a rua e numa rua bem legal!

Jardin de Tuileries. Aguardem os próximos posts!

Jardin de Tuileries. Aguardem os próximos posts! *

Obs. As fotos com * foram clicadas pela amiga e companheira de(ssa) viagem Zenaide Araújo (instagram@zenaideaaraujo)

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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