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Paris: Um retorno adorável!

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securedownload (34)Paradoxalmente, contrariando os meus últimos desejos de preferir cidades pequenas, resolvi voltar à Paris.

Talvez porque sempre que tinha ido por lá, passava pouco tempo. Talvez, porque tinha uma vontade “embutida” de passar um fim de ano por lá (não réveillon exatamente, mas simplesmente um fim de ano). Talvez, porque andei comprando uns livros sobre Paris, a começar pela “Parisiense” e terminando por me adentrar pelo universo mágico do Quartier Saint-Germain-Des-Prés, através da leitura de Eros Grau. Talvez, porque impressionada pelo Quartier, comecei a comprar mais e mais livros sobre Paris.

Entre romances e guias, apaixonei-me por Paris, e agora parecia ser amor verdadeiro! Entre tantos “talvez”, e sem me importar com  motivos, já tinha decidido ir mesmo!

Pois bem, fui (mais outra vez) e voltei,  e quero dizer que ainda estou “de amores” com essa cidade-luz.

Como tudo começou…

Sem muitos planos, um belo dia resolvemos passar o fim de 2013 (e começo de 2014) por lá. Já havia conversado sobre isso umas mil vezes com meu marido, e um dia ele disse: Vamos, né? Assim, “sem mais nem menos”… E, claro, comecei a planejar a viagem. Não tinha muito tempo para isso, pois estava com a cabeça e os dias ocupados com os preparativos do casamento de meu filho mais velho (eles sabiam fazer tudo isso a sós, mas eu sou uma mãe que adora participar, hehehe!). Além disso, estava preparando a viagem deles de “lua de mel”, para a própria Paris. Completamente diferente da minha viagem, pois o casal estava indo pela primeira vez (ele já  tinha passado por lá quando era criança, no tempo em que moramos em Madrid, mas…).

Nesse ínterim li muito sobre Paris. Quanto mais lia, parecia que não a havia conhecido jamais. Li principalmente livros (que adoro!), mas também alguns blogs como o Conexão Paris. As leituras, cada vez me surpreendiam mais. Li romances, como o de Elizabet Bard (Almoço em Paris),  li sobre estilo de se vestir (e outras tendencias das parisienses) como em A Parisiense de Ines de La Fressange, li relatos e vivências como no Paris, Quartier Saint-Germain-des-Prés, de Eros Grau (minha principal referência), li guias como o de Vicente Frare (Paris para amar Paris), reli os dois livros de Danuza Leão (Fazendo as Malas e Arrumando as Malas), só as partes relacionadas a Paris, claro; e ainda dei uma olhada nos três livrinhos da “Taschen” de Paris (hotéis, compras e restaurantes).

Saí escolhendo lugares e restaurantes em todos esses livros* e blogs, comparando-os, buscando mais e mais informações sobre aqueles que mais me impressionavam… Mas, especialmente aqueles de Saint-Germain, que seria “meu bairro”…

*(É importante salientar que nem todos esses livros apresentam uma lista de dicas ou sugestões. Você tem que lê-los e os encontrará “dentro” da leitura, no dia-a-dia dos contos e das histórias…) 

O plano em si, saiu “em cima da hora”, mas claro que minha cabeça e meu coração já guardavam as minhas vontades de o que fazer por lá. Uma das decisões era curtir mais o Quartier. Não somente ir para Paris, mas vivenciar Paris, estar em Paris. Como tínhamos somente oito dias, escolhemos um bairro: Saint-Germain-des-Prés! Decisão tomada de coração e de razão. De muitas razões.

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No Boulevard Saint-Germain

Aqui vale um parênteses. Resolvi postar no blog dicas de alguns restaurantes e cafés que poderiam fazer parte do nosso plano, antes da minha viagem. Foi legal, pois alguns amigos e leitores, opinaram e deram mais dicas! Fazer a seleção foi um pouco difícil, pois eram muitos os recomendados… Eu teria que passar mais de um mês por lá para poder ir a todos. E isso, só em Saint-Germain!

Na última semana, antes da viagem, me vi terminando algumas leituras (ainda!) e preparando o plano. Pela primeira vez deixei alguns dias “soltos”, porque realmente não tive tempo (e nem mais “saco”) para detalhar tudo. Mas, foi ótimo pois pudemos encaixar algumas descobertas novas ou mesmo fazer algumas das coisas que havia lido e que nem tive tempo de inseri-las no programa.

Ah, ia esquecer do principal. Compramos os bilhetes aéreos assim que decidimos (os preços já estavam “pela hora da morte”), e somente depois fui procurar o hotel. Doida pra voltar ao Lévêque, com sua charmosa rua de pedestres, a Rue Cler… Cadê vaga? Tinha feito a reserva de meu filho lá (ele iria em fins de novembro), mas para dezembro/janeiro, mais nada tinha. Meio desesperada não sabia por onde começar a procurar, até que lembrei dos livros de Danuza Leão. Entre os hotéis que ela recomendava, estava o Welcome, o qual ela dizia que ficava sempre lá, que era simples, mas muito bem localizado. E, adivinhem onde? Em Saint-Germain! Pronto, agora restava ver o preço. Preço ótimo, parecia bonzinho, e pensei: Se Danuza fica lá, né possível que seja ruim. E lá fomos nós…

Os dias por lá…

Vou fazer um resuminho aqui e depois, em outros posts,  contarei os detalhes de cada dia…

A Chegada

Chegamos as 18;30, hora de lá, no aeroporto de Orly. Já havia contratado um transfer pela internet. Não “obedeci” as referencias de transfers indicados em alguns sites, porque encontrei eu mesmo “looking for”, um com preço bom. O serviço foi ótimo, nada de luxo, mas pontualidade e atenção é o que mais conta! Resolvemos agendar a volta com o mesmo serviço de transfer!

Ao chegar no hotel, já gostamos da localização. Esquina com o Boulevard Saint-Germain, mas com entrada pela estreita e charmosinha Rue de Seine, “de cara” me encantou. Perto de tudo! Mas…

O Hotel

O Hotel

No começo achei o hotel um tanto simples demais. A recepção de tamanho mínimo, um elevador que mal cabíamos nós e nossas malas (ôps) e um quarto minúsculo. A cama, tamanho casal padrão (se é que não era uns centímetros menor, hehehe) e um armário para roupas com uma única porta. Uma cômoda pequena com duas gavetinhas, uma mesa pequena, e as mesinhas de cabeceira minúsculas. Na hora pensei: “Essa Danuza tá de brincadeira”.

Entretanto, vale salientar que tudo era muito limpo. Lençóis e travesseiros confortáveis, banheiro limpíssimo, etc e tal. E uma equipe super atenciosa!

Finalmente nos alojamos e conseguimos espaços para tudo, inclusive para nossas três malas** (que exagero!), sapatos (hummm), roupas, enfim. Quando terminamos de arrumar nossas coisas, vimos que tudo estava perfeitamente encaixado.

** (Não costumo viajar com muita roupa, mas dessa vez resolvi seguir um pouco a “moda” das parisienses descrita no livro A Parisiense.  Me preparei, inclusive com lindas roupas “off white!” inclusas no guarda-roupa que levei. Loucuras à parte, quem já leu outras histórias minhas sabe que adoro imitar filmes (como querer correr a beira do rio em NY, porque assim vemos nos filmes, entre tantas outras doidices). Pois bem, decidir levar umas roupas “imitando” o estilo parisiense, e resolvi  ainda “por cima” levar várias, como também mais de um sapato e botas (essa loucura não está descrita no livro; a quantidade, foi coisa minha…). Já que ia ficar todos os dias em Paris, poderia me dar ao luxo, pois não ia ficar carregando mala “pra cima e pra baixo”. Só não contava com o tamanho do quarto do hotel (ôps). Mas, no final deu tudo certo, e aprendi uma lição: Não precisa de uma recepção grande, não precisamos de um elevador “big”, até porque podemos subir pelas escadas, o que é mais saudável; e o quarto pequeno “deu conta”, pois com criatividade conseguimos arrumar nossas coisas, e passamos oito dias altamente agradáveis!)

Vale salientar que na Rue de Seine, em frente ao nosso hotel, tem um super-mercado que só fecha à meia noite. Tem farmácias, tem feirinha de frutas, tem mil cafés e bares, muitas galerias de arte, lojas, e arredores com tudo isso e mais algumas coisas.

O que fizemos  

Ao chegar, já fomos ao Café de Flore que estava pertíssimo de nós. Já curtindo a noite parisiense e seu burburinho, pelo grande boulevard. O clima de St-Germain já estava tomando conta d’a gente. Vimos que ainda tinha uma feirinha de Natal (adoro!) e tomamos um vinho quente. Aproveitamos e fomos olhar os cartazes pelas paredes da Igreja de St Germain, indicando alguns concertos de fim de ano. Vimos que havia vários e ficamos na dúvida: “Vamos para qual?”…

Café de Flore, na nossa primeira noite

Café de Flore, na nossa primeira noite

A dormida*** não foi lá essas coisas. Não estávamos acostumados à uma cama pequena. Enfim, entre reclamações e dormidas, amanheceu o dia e fomos buscar um bom café da manhã. Pra mim, basta um delicioso croissant e um chocolate quente, ou um café com leite. Suco de laranja, que é outra coisa que gosto, nada se compara aos da Espanha (mas, cada lugar tem suas peculiaridades)!

*** (Depois da primeira noite, “como num passe de mágica” nos acostumamos com a cama, e passamos a dormir bem. O despertar olhando a janela com aqueles lindos prédios parisienses, já nos deixava animados. Adoro curtir detalhes característicos de cada local…)

Era um domingo e fomos passear à beira do Rio Sena, pelos seus “Quais”. Passamos pela Pont des Arts e cometemos o “pecado” turístico e romântico de comprar um cadeado e deixá-lo (com nossos nomes gravados) nas grades da ponte, cumprindo o ritual de jogar as chaves no rio…  Mas, quer saber? Adorei! Continuamos nossas andanças…

A Pont de Arts e seus cadeados de amor...

A Pont de Arts e seus cadeados de amor…

Fomos até a catedral de Notre Dame, mas tinha uma enorme fila e não entramos. Antes passamos pela feira de pássaros e plantas.

Nos dirigimos para a ilha de St. Louis e ficamos lá “flanando”. Deliciosamente andando a esmo, nessa delícia de ilha, com uma rua principal e suas pequenas ruazinhas transversais. Poucos turistas, quase silenciosa… Tomamos um sorvete na Berthillon e ficamos a olhar as vitrines e os passantes… Voltamos pela beira do Sena…

O sol estava lindo, e o céu azul nos convidava a sentar num café e ficar olhando os passantes, os prédios… Sentamos num café à beira do Sena, e claro que era turístico. Assim, tomamos apenas uma taça de vinho, curtimos um pouco a paisagem e saímos a passear de novo…

Mais andanças pelos Quais, e começamos a procurar um dos restaurantes recomendados (esse pelo site Conexão Paris). Encontramos o Au Rendez-Vous des Camionneurs. Era um pequeno lugar, e como todos (ou quase todos) os restaurantes parisienses, com mesas apertadas, todas muito juntas, o que nos dificulta  a sair e entrar (principalmente para nós mulheres, que sentamos no sofá). Bom, mas se é assim em todos, temos que nos acostumar! Voltando ao restaurante, o atendimento era bom e a comida boa!

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O restaurante… no Quai des Orfèvres.

Ainda a pé, voltamos ao nosso hotel. Antes, entramos no supermercado e compramos algumas coisitas, entre elas uma deliciosas clementinas!

Depois conto mais detalhas desse e dos dias seguintes…  Basta dizer, por enquanto, que na maioria dos dias ficamos pelo Quartier Saint Germain e arredores. Um dos dias pegamos o batobus (um barco com paradas em pontos estratégicos) e descemos em alguns dos pontos turísticos, só para revê-los, como Notre Dame (dessa vez entramos), Champs Elysées, Arco do Triunfo e a Torre Eiffel.

“Flanamos” pelas ruas principais do Quartier St Germain como o Boulevard St Germain e o St Michel, suas ruas estreitas como a própria Rue de Seine, a Dragon, a Buci, a Jacob, entre outras tantas. Ainda fomos na Place Saint Suplice e na Place Saint Germain. Fomos a um concerto de música clássica na Igreja de St Germain. Fomos a um bar de jazz maravilhoso, o Chez Papa. Frequentamos vários restaurantes que estava na nossa lista, como o Le Procope, o La Petite Chaise, o Le Lipp, o Le Relais de l’Entrecote, o La Societé…  Alguns fizeram jus às recomendações e outros nem tanto…

No Deux Magots

No Deux Magots

Passeamos pelos Jardins de Luxembourg e pelos Jardins de Tuileries. Demos “uma volta” na roda gigante (e o medo?)… Em frente ao Louvre, passamos um monte de vezes… Visitamos o Museu D’Orsay. Tomamos uma(s) “flute” de champanhe ou vinho em alguns cafés como o De Flore, Le Deux Magots, Café de la Mairie, La Palette, etc. Degustamos foie gras, entre outas iguarias, na famosa épicerie-cantine Da Rosa, que por coincidência era nossa vizinha… Passamos nos mercadinhos de frutas e compramos cerejas, claro!

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Nos jardins do Palácio de Luxembourg

Enfim, Paris foi maravilhoso. Paris é maravilhosa e dessa vez me apaixonei. Je suis tombé amoureux de ce lieu!

Depois, comto os detalhes de cada dia!  O próximo post está aqui!

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

Comentário para Paris: Um retorno adorável!

  • Maravilhoso o post Ana, Paris é única, apesar de conhecer muitas cidades na Europa, Paris fica fora de qualquer disputa. Paris, toujours Paris.
    Parabéns pelo post.
    Bien cordialment,
    Joenilson

    Joenilson 10 de janeiro de 2014 19:40 Responder
    • Obrigada, amigo! 😉

      Ana Célia 10 de janeiro de 2014 20:26 Responder
  • A ideia de passar 8 dias em uma única cidade é para os evoluídos em viagem. Sem pressa é possível apreciar detalhes charmosos, lugares aconchegantes e momentos especiais de uma cidade. No teu caso, um bairro.
    Gostei do relato. Vou ler os demais.

    Márcia Duarte 14 de janeiro de 2014 22:29 Responder
    • Tb gostei demais de passar 8 dias só em Paris, Márcia! Merci pelos comentários!

      Ana Célia 15 de janeiro de 2014 21:56 Responder

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