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Pedra da Boca: Aventura ou Loucura?

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_DSC8084Escalando Montanhas ou Serras (ou Pedras?)

A primeira montanha que escalei*, foi uma serra pelos lados de Carnaúba dos Dantas, no interior do RN, em 2009. E eu pensava que iria fazer uma trilha plana. Tive medo, mais fui até o fim, onde mais da metade do pessoal desistiu antes do meio do caminho.

*quando falo “escalei” não foi com cordas (no sentido estrito) e sim a pé e muitas vezes segurando nas mãos, ficando de cócoras, enfim, como pude fazer para chegar ao cume. Pode ser fácil para muitos, mas para mim que tenho um pouco de medo de alturas, é um desafio sempre! 

Num dado momento tínhamos que cruzar uma pedra larga, numa situação um tanto arriscada. Os homens foram, e nós, as únicas três mulheres restantes, nos negamos em continuar. Eis que aparece uma cobra, e  segundos depois estávamos as três do lado de lá! Ou seja, conseguimos ir até o topo! Essa aventura contei também aqui  no blog.

Outra montanha (ou Pedra?) escalada e bem mais complicada (pra mim,ôps!) foi a Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com o RN.  Mais complicada porque era basicamente pedra, sem trilhas (existe uma trilha mas nosso guia nos levou pelo meio das pedras. Ufa!). Fui, em abril de 2012, achando que iria me dar bem. Lá pelo meio, as dificuldades aumentaram e comecei a entrar em pânico, parecido com o que tive numa tal lancha maluca, coisa que contei em outro post aqui.

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Caminhando em direção a Pedra da Boca

Bom, mas voltando à subida na Pedra da Boca… Não conseguia sair do canto. Nem pra frente nem pra trás. Santiago e Gil (nosso guia e dono da pousada onde estávamos – Pousada Fulô da Pedra* -), insistindo pra eu continuar e dizendo que era tranquilo. Pra eles entenderem meu medo, tive que dar uns gritos. Coisas de mulher pra fazer que os homens entendam nossas medos. E Gil ainda a dizer que eu tava fazendo “munganga”, “pantim”…

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No começo da subida para a Pedra da Boca, à frente a Pedra da Caveira

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No meio da subida da Pedra da Boca. Cadê as trilhas? Nada…

Finalmente, quando vi que não ia ter jeito, resolvi obedecê-los e fui literalmente puxada pelos dois por alguns (ou vários?) metros até a dificuldade diminuir. Mas, a cada novo aumento de dificuldade a mão de Santiago me levava, junto com a de Gil. Santo Santiago que aguenta minhas doidices e me acompanha nessas aventuras!

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Nem que fosse “pela mão”, lá fui eu…

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A maravilhosa paisagem vista de cima da Pedra (nosso guia lá atrás)

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Eu e San. Cansada? Um pouco, mas estava feliz! Depois de passar as dificuldades, claro!

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Olha a “boca”!

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E finalmente, quase no topo!

Na volta, nosso guia nos trouxe pelas trilhas. Disse que era um caminho mais longo, demorava muito mais… e Daí? Eu preferi, é claro! Nada mais daquele “medão”. (risos).

*Obs. A Pousada Fulô da Pedra, fica no município de Araruna, Paraíba, quase na fronteira do Rio Grande do Norte. É bem interessante, simples mas “com cara de interior do nordeste”, confortável e rústica. Com janelas grandes nos quartos que, abertas você tem em frente a paisagem linda do lugar. De lá, avista-se a Pedra da Boca e outras pedras que fazem parte da beleza do lugar. A comida é regional. Da outra vez que fiquei por perto da Pedra da Boca, me hospedei do lado do RN na Pousada Vilas das Serras, que faz parte do roteiro de Charme (Ver post aqui). 

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Vista da janela do quarto da pousada Fulô da Pedra

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Nosso chalé

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No café da manhã. Rusticidade com charme.

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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