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Provesende: uma aldeia no Douro

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Continuando nossa viagem por terras portuguesas, saímos da aldeia de Monsanto rumo ao Douro… Por lá, uma outra aldeia nos esperava: Provesende!

De Passagem – No caminho passamos pela cidade de Guarda, porque nos deram essa dica. Guarda fica no distrito do mesmo nome (como já falei em outros posts dessa viagem, os 18 distritos de Portugal têm o nome da maior cidade deles). Mas, não valeu à pena.

Guarda não é uma cidade pequena para se ir “de passagem”, e entre a preocupação do tempo do estacionamento e de procurar uma farmácia (porque eu precisava) não deu para conhecer nada de nada dessa cidade. Fica um conselho: Não pare em cidades maiores se tem pouco tempo…

Uma foto de Guarda pra guardar! (foto em frente a Sé)

Rumo ao nosso destino – Bom, lição aprendida e rumamos para nosso destino: Provesende, uma aldeia no Douro. Dá um título de um filme: “Douro, o retorno” (risos). Essa região nos encantou em 2012, mas diferente da 1ª vez, agora iríamos nos hospedar em uma aldeia! (Para ver o post da 1ª vez clique aqui). De toda forma, tudo fica por perto e iríamos nos encontrar com amigos que fizemos por lá. Estava nos nossos planos dar uma passada por Peso da Régua e Pinhão. Mas, além disso ainda fomos a Vila Real e…

Ah, na estrada já íamos vendo paisagens belas, e de repente nosso velho amigo: o Rio Douro!

Olha quem tá ali: O Douro, que lindo!

Provesende foi uma surpresa agradável e em especial o hotel (conto já). Classificada como “Aldeia Vinhateira do Douro”,  Provesende fica em cima de uma colina (aliás de um planalto) e até chegar lá temos que ir por uma estrada bem sinuosa (mas não perigosa). As lindas paisagens, com muitas vinhas que a rodeiam, compensam o medo de subir (pra quem tem, né?).

Muito pequena, Provesende se percorre a pé e rapidamente. Mas tem lugares que valem à pena se deter mais tempo admirando, como o interior da igreja matriz, algumas fachadas de solares em granito e casas nobres, e até mesmo ficar somente apreciando a paisagem lá de cima, vendo a região vinhateira mais antiga do mundo.

A Igreja matriz. Difícil fotografar com um caminhão bem na frente para iluminá-la para uma festa….

Consegui essa imagem no site

O interior da igrejinha matriz. Quando lá entramo ia começar uma missa. Acho que todos os aldeões estavam lá (menos os que estavam numa bodega bebendo rsrs),

Casas rústicas com lindas vistas dos quintais

Fachadas de casas senhoriais…

Lindas…

Solares…

Mais fachadas

Falando em solares e fachada vamos falar do nosso hotel.

Primeiro quero dizer que Provesende foi uma das aldeias escolhidas por estar na região do Douro, o que nos permitiria voltar para lá, e ao mesmo tempo estava no caminho para Trás-os-Montes onde iríamos visitar outra aldeia por indicação de meu mano. Depois disso fomos buscar por um lugar para nos hospedar. Claro que numa aldeia não hã muitas opções.

Num primeiro momento fiz a reserva em um outro hotel que parecia legal, tinha um preço bom, mas  ficava um pouco fora da aldeia. Isso me incomodou um pouco, pois gosto de sair do hotel já caminhando. Então, resolvi cancelar e reservar o Morgadio da Calçada – que já havia visto antes nas minhas buscas-  que ficava dentro da aldeia. Mas, não pesquisei muito sobre ele (vi apenas que tinha ótima infra-estrutura, quartos muito bons e modernos e …). Ôps, não pesquisei tudo? hummm , isso não é correto para uma pesquisadora de viagens, né? Mas, ocorreu e tive uma ótima surpresa!

O HotelMorgadio da Calçada: é um dos mais antigos e importantes solares de Provesende (século XVII) que foi transformada em hotel (não, na verdade não foi transformada: a casa principal foi mantida e o hotel foi construído). São apartamentos adjacentes construídos onde ficava os antigos caseiros e antes as antigas cavalariças e armazéns. Está classificado como enoturismo, e por quê?

A parte onde ficam os quartos é moderna, mas invisível à quem está do lado de fora. A casa em si está toda preservada, com uma fachada belíssima e o interior antigo conservado (os tetos, as cores interiores originais e o mobiliário de época). Os quartos do hotel (são apenas 08), embora modernos, seguem um padrão interessante com pedras que combinam com  o “antigo”, e além do mais estão dentro do muro e portanto só vê quem entra. Um charme, com seus jardins, árvores e um vinhedo!

O portão lateral por onde entram os hóspedes e onde estão os apartamentos/hotel

Aqui se vê a fachada da casa senhorial e o portão de acesso ao hotel

Os apartamentos

Minha surpresa maior foi ver que o hotel tinha sua própria vinícola (aliás estava dentro de um vinhedo). Aí está a principal razão de estar classificado como enoturismo. É, eu não tinha lido sobre isso antes. Foi uma falha minha, né? Mas, em compensação foi uma maravilhosa surpresa! Amei!

O pequeno vinhedo por trás do hotel

Vou dedicar um espacinho aqui para falar do que fizemos no hotel:

1) Jantamos lá as duas noites em que estivemos. São jantares especiais, em pequenos grupos, na casa principal. Adoramos a 1ª noite e por isso repetimos! Antes do jantar fizemos um tour pela casa, conhecendo os principais aposentos que estão “tal e qual” eram desde o começo. Vale salientar que os atuais proprietários (do hotel e da casa) pertencem à família original dos primeiros donos da casa. O tour começa pela antiga vinícola (hoje em dia os vinhos são produzidos por outra vinícola – a Niepoort – em parceria). Os Jantares foram deliciosos e acompanhados de vinhos da marca da casa (Morgadio da Calçada). 

Na antiga vinícola com os barris de carvalho…

A sala da Casa. Teto, cores, móveis: tudo original.

O jantar chiquérrimo

A mesa

2) Tomei vinho no vinhedo, admirando o mesmo e o por do sol. Desde o 1º dia que vi aquelas cadeiras e mesas por lá, e pensei em fazer isso.

Amei!

O vinhedo

Tem uma história muita louca pra contar. Enquanto eu tomava meu vinho, meu companheiro/marido Santiago “maluquinho” foi comprar mel na bodega da aldeia (ele estava gripado). De lá foi “sequestrado” totalmente à sua vontade, pra casa de um “novo amigo”, um morador da aldeia, com outros “amigos”.  Lá, tinha vinhos produzidos no próprio “quintal” e envelhecidos em barricas no porão da casa, produziam também aguardente, o próprio pão, além de embutidos etc. e tal. Para ele foi uma tarde perfeita! Pra mim também, enquanto estive degustando os vinhos no vinhedo do hotel com alguns dos hóspedes que também se tornaram “meus amigos”. Depois “foram outros 500” rsrss.  Pensem no jantar chique com esse homem embriagado pelos vinhos e aguardantes do povo! Foi punk (risos)!

3)  Não, não tomei banho na piscina. A água era muito fria para nós, mas não para outros hóspedes europeus (risos).

O local da piscina é bacana, mas a água fria não deu pra mim não, rsrsss

A historia desse hotel&casa é muito interessante e conto à parte! Vejam aqui!

O que ver em Provesende: Como já falei: rapidamente se vê a aldeia. Mas tem alguns pontos que não podemos deixar de ver (eu nem tive a oportunidade de ver tudo, parece um pecado num lugar tão pequeno, mas explicarei). Vamos aos pontos:

  • Uma padaria típica (não fui porque sempre que me preparei para ir a mesma estava fechada; portanto você tem que ir logo cedo).
  • As igrejinhas : O interior da Igreja Matriz (muito belo!). Outras capelas como: a Capela de Provesende; a Capela de S. Domingos e a Capela de Santa Marinha.

    Capela de Provesende

  • As fachadas das casas nobres/senhoriais
  • As casas rústicas de pedra…
  • As vistas. Uma delas desde a Fonte Velha de Provesende

    A fonte e a vista

E de lá, fomos para onde? Fomos visitar nosso amigo Antonio Pinto com seu veleiro, ancorado no DOC (o qual velejamos em 2012 –Douro à Vela-), e agora ele comprou um novo barco (que é um barco bem antigo)!

Voltamos à Pinhão, à Peso da Régua (rapidinho), almoçamos à beira do Douro -desta vez não foi no DOC (se bem que super recomendo o DOC, fui da outra vez). Agora fomos almoçar num lugar mais simples, mas muito legal e também à beira do rio (Foz do Távora).

No veleiro Libertus

Nós…

Com Antonio Pinto – E ao fundo o barco novo (que na verdade é o barco mais antigo do Douro)

Eu, no rio Douro e os vinhedos ….

No restô Foz do Távora

O Douro

Barco no Douro… e os vinhedos…

Quê mais? Fomos até Vila real, mas nos perdemos e não a conhecemos direito, etc e tal… Mas, tudo foi ótimo, porque no Douro tudo vale à pena, e como dizia Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”!

Saúde!

 

 

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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