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Madrid: Vivências de um novembro… (3): Um Pueblo

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Trechos de e-Cartas aos meus manos (Diário de uma estadia em Madrid durante um Intercâmbio de professores universitários). Esse texto 3 mostra minha experiência de “viver” alguns dias em um pueblo perto de Madrid, quando minha amiga mudou-se pra lá…

Novembro de 2008

 A Nova Casa e o Pueblo…

Adriana, minha amiga, resolveu comprar uma casa. E, vou falar um pouco sobre a mudança pra nova casa de Adriana e as mudanças decorrentes dessa “mudança”…

Depois de vinte dias da minha estadia em Madrid, Adriana mudou-se. A nova casa (casa mesmo) fica num pueblo bem próximo a Madrid. Se chama “El Casar de Talamanca”. Tenho gostado dessa nova experiência. Mas, tive que mudar alguns hábitos.

Adriana em frente a sua nova casa…

Mudança de Hábitos

Ir de ônibus até Madrid é bem complicado, pois não tem muitos horários a escolher. Resultado: Tenho que sair cedo com Adriana. Adeus aos despertares tardios. Adeus ao café da manhã em casa, pois não há tempo para tal. Vou de carona e desço onde Adriana trabalha, na Telefônica, que fica bem mais perto do pueblo (coisa de meia hora ou menos de carro). De lá, pego um metrô que leva mais tempo pra chegar na universidade do que antes.

Já que estou agora sem fazer atividades físicas em academia (fazia antes com Adriana, algumas noites), desço uns dois ou três metrôs antes da universidade – UPM -, e caminho em torno de vinte minutos ou meia hora. Isso também pra fazer “hora” e chegar na universidade somente na hora das reuniões…

Aproveito e tomo o café da manhã numa lanchonete moderninha (pertencente a cadeia Rodilla), que fica vizinha à UPM. Um suco de laranja “de verdade” e mais um croissant. Depois um café com leite.

Tem um lance engraçado sobre o café com leite que merece ser contado, pois tem coisas que só se aprende vivenciando. Percebi que quando outras pessoas pediam café com leite, a garçonete perguntava: y la leche?, Bom, se eu não tivesse ouvido algumas respostas antes, eu ia ficar de bobeira. Como assim? E o leite? O quê? Que pergunta mais estranha e incompleta!

Mas, prontamente após a questão, os clientes respondiam de três formas distintas: friita, templadida ou calientita (frio, morno ou quente), e ainda colocavam a palavra no diminutivo (friozinho, morninho, quentinho), muito engraçado! Eu, então, peço sempre o meu “calientito”! E ainda acompanha (grátis) um exemplar do jornal El País do dia. Assim, fico lendo e tomando meu desayuno, até chegar a hora de subir as escadarias do belo prédio da universidade…

Ao sair do trabalho, agora, não posso mais ir direto pra casa. Como tenho que esperar Adriana sair da Telefônica, fico fazendo hora pelo centro de Madrid. Caminho desde a universidade na Castellana até o centro da cidade, o que me vale uma meia hora de caminhada. Muito bom como uma atividade física, pra substituir a academia…

Assim, faço uns tours a pé revendo a Madrid que conheci a tantos anos atrás… Vejo também as vitrines, entro nas lojas… De vez em quando, uma comprinha aqui e outra acolá… Impossível resistir. Depois pego o metrô e vou até onde está Adriana, e de lá, voltamos ao pueblo!

Nas minhas caminhadas pela Castellana

Ah, nem falei ainda do pueblo, onde está a nova moradia de Adriana…

O Pueblo

No centro histórico do Pueblo (El Casar del Talamanca)

É um pueblo super simpático, com casas legais, modernas e elegantes, mas também com um pequeno centro histórico antigo, com uma praça e sua igreja e com casas de pedras, nos moldes de antigamente. Um contraste interessante!

De vez em quando vamos à noite num bar que fica em frente a Igreja. Já viramos “freguesas”. A comida é ótima e o preço idem!

No bar do pueblo, com Adriana e sua afilhada…

Às vezes acho engraçado, parece que tou num interior do Brasil (ou melhor, do meu RN), onde todos se conhecem… Nas lojinhas, nas farmácias, tem sempre um quadro com avisos de pessoas procurando emprego de babá, jardineiro, etc e tal, e também de pessoas que precisam desses tipos de trabalhadores…

Tudo muito tranquilo, muito limpo, pessoas cordiais… Crianças pelas ruas, gente se cumprimentando… Tem escolas pras crianças, tem tudo enfim, e além do mais Madrid está a um “pulo”…

E, no final das contas, tá sendo uma boa experiência “morar” num pueblo

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Engenheira por formação, fez doutorado em Madrid onde começou sua paixão pela Europa. Aprendeu, com seus pais, desde criança a gostar de viajar. Adora viajar e diz que "sem viajar não me reconheço"! Escreve sobre suas viagens pelo mundo afora de forma divertida e leve. Escritora por hobby, além desse blog tem dois livros de viagens publicados.

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